- Início
- Sobre
- Módulos
- Andragogia (28)
- Aprendizagem Organizacional (18)
- Aula Expositiva (41)
- Avaliação da Aprendizagem (96)
- Avaliação de Programas e Instituições (18)
- Avaliação do Professor (39)
- Capacitação de Professores (126)
- Coletando Informações via Internet (10)
- Construtivismo (44)
- Cérebro e Aprendizagem (164)
- Educação na Sociedade de Informação (106)
- Ensino a Distância (146)
- Ensino e Aprendizagem (139)
- Ensino não Diretivo (22)
- Metodologia da Pesquisa (202)
- Métodos Grupais (64)
- Métodos de Ensino (52)
- Pesquisando Bibliografia via Internet (73)
- Planejamento Acadêmico (61)
- Qualidade no Ensino Superior (32)
- Tecnologia Instrucional (136)
- Universidade no Brasil (109)
- Sugestões/Críticas e etc.
Para ser um professor universitário no Brasil a exigência mais importante foi, durante muito tempo, que o candidato possuísse um diploma de curso superior e dominasse razoavelmente a área de conhecimento e os conteúdos que iria ensinar. Essas exigências tornaram-se mais complexas à medida que as Universidades Publicas passaram a oferecer cursos de pós graduação de Mestrado e Doutoramento.
A crescente produção de muitos Mestres e Doutores resultou que essa titulação passasse a ser exigida dos candidatos a Professor nas Universidades Publicas. .Já então havia sido criada a CAPES (Fundação para o Aperfeiçoamento do Ensino Superior ) ,o órgão oficial vinculado ao MEC,que é responsavel pela norrmatização do Sistema de Pós Graduação. Sua atuação tem sido eminentemente normalizadora e fiscalizadora de tudo que se refere ao ensino de pós graduação.
Em 1996 foi a aprovação da Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB),que veio consolidar e legalizar a exigência do Pós Graduação para ser professor universitário ,inclusive no Ensino Superior Privado. Essa ultima versão da LDB foi muito inovativa e com uma visão do futuro da Educação mas porisso mesmo foi (e ainda é ) muito criticada . As razões dessas criticas são explicadas porque muitos interesses foram atingidos ou tambem porque os criticos haviam parado no tempo em relação ao que acontecia com a educação no mundo.Alguem já disse com muita propriedade que os professores são uma classe extremamente conservadora. Em nenhum momento ,apesar dos altos níveis de qualidade atingidos pelos Programas de Pós Graduação ,pensou-se que os professores universitarios também devessem ter conhecimentos e habilidades na área da Pedagogia e da Metodologia do Ensino.
O ensino universitário brasileiro , nos últimos 30 anos, ignorou o que ocorria na maioria dos paises mais avançados (Grã Bretanha,Austrália,França e Estados Unidos) com relação as exigências para ser um professor universitário .Embora variando nas estratégias adotadas, esses paises destacaram-se em enfatisar a importância da Didática e Pedagogia, para que um professor universitário fosse eficaz no seu desempenho.
E é farta a literatura a esse respeito. E também está fortemente comprovada a melhoria de qualidade no Ensino Universitário daqueles paises depois que passaram a exigir de seus professores os conhecimentos e habilidades de pedagogia e didática além de continuarem exigindo a titulação de Doutor para ser contratado como professor. Com a titulação o Mestrando ou o Doutorando passou a ser considerado habilitado como pesquisador.
A exigência dessas habilidades e conhecimentos ,naqueles paises, não implicou em substituir ou desprezar a titulação de Mestre ou Doutor. Nesses paises, a titulação, ainda é exigida,mas significa somente um maior domínio e profundidade na área ou matéria pesquisada para obter o titulo .Estudando a legislação brasileira chega-se a um paradoxo: para ser professor no nível então chamado de segundo grau ,era exigido um curso de Pedagogia , (no mínimo 2 anos e chegando até 4 anos ).Hoje, até mesmo a LDB exige uma formação universitaria para professores de segundo grau .Enquanto isso para ser professor universitário é exigido tão somente o Mestrado ou Doutoramento mas nenhuma habilitação ou pré requisito na área de Metodologia do Ensino Superior! Temos então um professor do nivel secundário que é profissional do ensino e um professor universitário um amador do ensino... Nas condições atuais o professor universitário pode saber O QUE ENSINAR mas é um ignorante a respeito do COMO ENSINAR.
O paradoxo é ainda maior quando se constata que a CAPES vem exigindo uma disciplina de Metodologia do Ensino Superior em todos programas de Especialização ,que são considerados como pós graduação latu sensu. E pela LDB nenhum LATU SENSU habilita alguém para o magistério universitário.É certo que o MEC ,na falta de oferta de Mestres e Doutores está provisoriamente aceitando como professores os portadores do diploma de Especialização(Latu Sensu ).
Temos ai uma nova incoerência : professores sem mestrado ou doutorado mas provisoriamente capacitados a ensinar (porque possuem a Especialização) , convivendo com professores sem nenhuma habilitação para o magistério mas legalmente capacitados por que já possuem a titulação que a lei exige.
Mas no ano 2004 esgota-se o prazo estabelecido pela LDB para aceitar professores com a Especialização (Latu Sensu ) e não há no pais a quantidade de Programas de Pós Graduação Strictu Sensu capazes de atender a demanda de Mestres e Doutores.Vai ser fácil e conveniente colocar a culpa na LDB .Provavelmente vai ser baix
