USO DA INTERNET NA EDUCAÇÃO

em Tecnologia Instrucional

                         

 

                       Gilberto TEIXEIRA  ,Prof.Doutor,(FEA/USP)

 

 

Tecnologia para quê?

Sem dúvida nossa sociedade está muito modificada se comparada com aquela de algumas décadas atrás. Estima-se que o conhecimento adquirido no último século foi equivalente àquele obtido durante toda a história da humanidade. Que conseqüências isso tem para as pessoas? Nosso mundo é dinâmico, mas para estarmos bem-adaptados a ele precisamos cada vez mais ter noção do conhecimento geral acumulado e estar aptos para assimilar, em velocidade cada vez maior, conhecimentos específicos importantes para nossas pseudo-profissões (estas mesmas estão se transformando, surgindo, desaparecendo de maneira surpreendente).

E as crianças? Estão vivendo nesse turbilhão, expostas a uma mídia muitas vezes sem escrúpulos, sem valores éticos e morais, mas que incute suas mensagens com a ajuda de tecnologias eficientes. Não se pode negar que dentro dessa parafernália existem iniciativas louváveis que conseguem ao mesmo tempo cativar as crianças e transmitir suas mensagens educativas. Contudo, esse dinamismo em geral passa longe das salas de aula. Escolas e professores têm de competir  com esse mundo superficial de distrações para despertar interesse e motivar as crianças.

E os professores? Responsáveis pela preparação dos novos cidadãos, eles deveriam ter condições de repensar os currículos quase que anualmente para adaptá-los a novas realidades, deveriam usar as mesmas "armas" na transmissão do conhecimento que as mídias (e ter treinamento para tal), e estabelecer uma comunicação intensa com a sociedade em geral e com seus pares. Em vez disso, chegamos a um modelo de escola no qual os professores passam quase todo o seu tempo dentro de salas de aula aplicando conhecimentos adquiridos há muito e pouquíssimas vezes atualizados ou reciclados, ficando claro que um dos setores menos sensíveis ao desenvolvimento tecnológico desta sociedade é o sistema educacional. Para adaptar a educação ao mundo atual são necessárias transformações no processo educacional.

A tecnologia é imprescindível para esse repensar da educação?

Não! Porém ela pode facilitar e abreviar o processo.

Para que os cidadãos de hoje se integrem ao mundo em que vivem espera-se que sejam críticos, bem-informados, trabalhem de modo harmonioso em grupos e reciclem continuamente seus conhecimentos, mostrando-se aptos a desenvolver raciocínios cada vez mais complexos. As novas diretrizes da educação brasileira indicam esforços nesse sentido.

Pelo simples fato de se agregar tecnologia à educação já se tira a inércia do processo educacional, pois o agente transformador se vincula ao processo. Como conseqüência, aparece naturalmente uma valorização do ensino e em particular do papel do professor junto à sociedade. O uso efetivo de tecnologia serve também para eliminar desigualdades impostas por condições socioeconomicas ou geográficas. Além disso, estudos de casos confirmam que as novas tecnologias apóiam processos de raciocínio mais complexos, estimulam a motivação e a auto-estima, preparam os estudantes para o futuro e favorecem mudanças na estrutura escolar.

Por que Internet?

Por suas características, a Internet pode se tornar imprescindível ao processo educacional em seu conjunto. Ela possibilita o uso de texto, sons, imagens e vídeo para a transmissão de conhecimentos. Permite que conhecimentos gerados em qualquer parte do mundo sejam acessíveis a todos. Permite que alunos e professores consultem especialistas em diversas áreas. Incentiva a colaboração entre diferentes centros e culturas para a formação de conhecimento ou o trabalho na resolução de problemas comuns. Permite que alunos mostrem seus progressos a uma comunidade muito maior que aquela restrita a sua escola e seus pais, trazendo motivação extra e abrindo possibilidades para métodos de avaliação mais abrangentes.

 

 

Benefícios Educacionais

A Internet funciona como um estopim para o início da interação efetiva entre professores, gerando com isso propostas de trabalhos interdisciplinares que levam a um sistema de ensino menos compartimentado. Faz uma ligação da escola com o mundo exterior e aumenta a comunicação com os pais e a comunidade. Transforma a escola em produtora de conhecimento, retirando-a de seu papel de simples receptora.

 

Para o estudante

Do ponto de vista dos estudantes, as mudanças são radicais. Quando eles trabalham por projetos ou buscando informações na Internet, constroem seu conhecimento por meio de problemas da vida real. Usam as mesmas ferramentas que os profissionais de diversas áreas. Eles têm consciência da importância que a sociedade dá a essa habilidade. Sabem que estão adquirindo know-how imprescindível para suas vidas futuras e valorizam isso. Para eles esse tipo de trabalho é muito divertido. Os recursos da Internet permitem que produzam projetos finais muito mais sofisticados. O aluno deixa de ser um receptor passivo de informações e passa a ter um papel extremamente ativo. Tudo isso traz motivação e auto-estima indispensáveis para o processo de ensino-aprendizagem.

Outra habilidade favorecida pelo uso da Internet e comumente negligenciada em aulas tradicionais é a capacidade de colaboração em trabalhos em grupo. Projetos colaborativos desenvolvidos na Internet incentivam uma preocupação extra com design, clareza, novas informações, argumentação fundamentada e busca de novos recursos. Ou seja, a construção do conhecimento e do processo de ensino-aprendizagem com a participação do próprio aluno. Quando os projetos envolvem a comunidade ou têm objetivos sociais, o aluno se sente recompensado pela sua contribuição social e valoriza mais a escola e a aprendizagem.

Logicamente os alunos têm de superar barreiras, entre elas a de aprender a lidar com a tecnologia e selecionar e usar material original. Eles também têm de achar um ponto de equilíbrio entre a qualidade do design, o tempo despendido com essa atividade e a produção efetiva de material interessante. A partir de alguns relatos do uso da informática nessas situações nota-se um ambiente altamente colaborativo entre os alunos, no qual eles se ajudam reciprocamente e incorporam com rapidez os progressos alcançados.

Outro benefício do uso da Internet é que os alunos passam a ter mais uma maneira de mostrar seus conhecimentos, permitindo que aqueles com dificuldades em avaliações do tipo lógico-matemáticas melhorem seu desempenho. Por não ser um simples exercício de decorar conteúdos mas sim um instrumental para se trabalhar com o conhecimento, os alunos têm muito mais consciência do estágio em que estão e são mais capazes, se incentivados, de fazer auto-avaliações.

A Internet contribui de forma totalmente diferente de outras ferramentas educacionais no que se refere a:

  • capacidade de desenvolver raciocínios mais complexos: os alunos encontram problemas reais, muitas vezes através de suas fontes originais, sem simplificações, e se envolvem contribuindo para sua resolução. Existem recursos multimídia para visualizações e simulações.
  • maior senso crítico: os alunos percebem que existem diferentes pontos de vista para os mesmos assuntos, que nem tudo o que se publica é correto. Estabelecem critérios para aceitação de fatos divulgados. Comparam suas produções com as de outros antes de as publicarem.
  • capacidade de comunicação: os alunos participam ativamente de projetos em que têm de se expressar, defender suas idéias, consultar especialistas, entender outras culturas e se fazer entender.
  • visão menos compartimentada do conhecimento: os alunos navegam pelo hiperespaço, onde o conhecimento não é separado por disciplinas. Os vários projetos publicados na rede oferecem um incentivo à interdisciplinaridade.
  • formação facilmente integrada ao mercado de trabalho: jovens que aprenderam a utilizar a Internet poderão utilizar melhor os recursos dessa ferramenta cada vez mais indispensável para a realização de tarefas profissionais.

 

Para o professor

As empresas têm investido muito no treinamento de seus funcionários, justamente pelo dinamismo do mundo atual, pela necessidade de constantes redirecionamentos de suas atividades e de seus funcionários. Os investimentos são respaldados, quando não pela manutenção dos lucros, pela sobrevivência. A escola, como é pensada hoje, ainda não é questionada quanto à sua forma, portanto não tem verba para redirecionamentos. Mas existe cada vez mais a consciência, seja por parte do governo, seja por parte da comunidade, de que devemos repensar o processo educacional para adequá-lo aos tempos atuais. Enquanto as mudanças tiverem de ser feitas com recursos mínimos, a Internet se mostra como uma das poucas soluções viáveis para:

  • atualizar professores: na Internet é possível achar informações já sintetizadas que informam e ao mesmo tempo economizam tempo dos professores. Por exemplo, através da compilação diária de notícias educacionais de jornais do país. Existem sites que trabalham notícias científicas, apresentando-as de maneira a serem utilizadas em sala de aula.
  • consultar especialistas: quando se flexibiliza o currículo e o aluno tem mais liberdade de expressão, invariavelmente surgem dúvidas fora do conhecimento do professor. Existem entidades que mantêm um serviço para resolver essas questões através de consulta a especialistas. O ideal é que a própria escola crie sua comunidade de colaboradores.
  • saber propor temas, aulas, que aproveitem situações de momento: professores podem usar recursos de jornais on-line para trabalhar tópicos dos cursos de maneira mais relevante para os alunos, mais conectada a situações da vida real. Vários sites oferecem sugestões de aulas e temas.
  • saber consultar bases de dados com material original: alguns sites disponibilizam informações úteis para o desenvolvimento de temas de maneira mais rica que a convencional. Alunos capazes de trabalhar esse tipo de informação estarão mais bem-preparados para o futuro mercado de trabalho.
  • contribuir para a mudança e melhoria do sistema. Os professores podem expor suas experiências e dificuldades e colaborar com os colegas através de grupos de discussão.

 

Para a escola

A Internet oferece aos diretores de escolas e planejadores educacionais contribuições valiosas e amplamente acessíveis:

  • experiências que estão funcionando e que não estão;
  • sugestões para a elaboração de planejamento;
  • possibilidades para obtenção de auxílio.

Links utilizados nesta página

Practice: communications in the Public Interest

http://www.benton.org/Practice/Edu/

 

 

Lidando com aspectos negativos

Como está mencionado em Benefícios educacionais, a Internet acrescenta novas dimensões ao sistema de ensino-aprendizagem. Para aproveitar todo esse potencial os professores devem ter clareza no que esperam de cada novo projeto, de que modo ele será integrado ao currículo, como será avaliado, como serão disponibilizados os recursos materiais e humanos de suporte etc.

Antes da introdução do uso da Internet como ferramenta de apoio ao sistema de ensino-aprendizagem, deve-se convencer todos os envolvidos, direta ou indiretamente, de que seu uso é realmente importante, que o que ela acrescenta não pode ser obtido com outros métodos. É preciso deixar claro que existem pontos negativos, mas que estes são suplantados em muito pelos aspectos positivos.

Preconceitos comumente difundidos são: os alunos procuram apenas material impróprio na Internet; os alunos se distraem; eles copiam o material coletado diretamente nos trabalhos escolares sem de fato produzir coisa alguma; eles ficam viciados e passam noites em claro; as informações não são confiáveis.

Apresentaremos a seguir algumas sugestões para lidar com os pontos negativos:

  • fazer com que os próprios alunos participem na elaboração de Regras Aceitáveis de Uso da Internet, inclusive definindo o que são sites com valor educacional e que tipo de informações devem conter.
  • instalar os computadores com acesso à Internet em locais visíveis de tal maneira que os usuários sejam inibidos de acessar sites impróprios.
  • conforme o tipo de trabalho, fazer o download (transferência de arquivo) de sites interessantes e disponibilizá-los off-line aos alunos, eliminando assim o problema de dispersão e de acesso impróprio.
  • na medida do possível, usar programas que proíbam o acesso a sites predeterminados ou usar o chamado servidor proxy, que filtra somente sites permitidos.
  • definir temas, metas e cronogramas para os trabalhos de tal maneira que os alunos se sintam motivados a pesquisar o assunto tratado e não tenham tempo para se dispersar com outros temas.
  • trabalhar sempre que possível com dados de fontes originais que deverão ser manipulados pelos alunos.
  • exigir que os alunos citem a fonte dos dados coletados, cobrando sempre o acréscimo de informação (pelo menos comentários críticos) e não a simples cópia.
  • saber dos pais quais são as regras de uso nas suas casas e tentar na medida do possível alinhar a política da escola com elas.
  • trabalhar com a Internet no sentido de desenvolver o senso crítico dos alunos quanto às informações coletadas, de modo que eles percebam diferenças de ponto de vista e diferenças provenientes de informações contraditórias.

 

 

 

 

 

Internet na Escola :O papel do professor

O dia-a-dia do professor quando está trabalhando por projetos com a Internet também muda completamente. Do ponto de vista psicológico, o professor tem de aprender a lidar com o fato de que os alunos terão mais facilidade que ele com as novas tecnologias. A melhor maneira de encarar isso é reconhecer essa limitação e deixar que os alunos mais desenvoltos tecnologicamente se tornem monitores nos momentos de dificuldades técnicas. Eles desempenham esse papel com bastante prazer (o que não elimina a necessidade de existir um suporte técnico na escola).
Isso ajuda também o professor a admitir que ele não é mais o detentor de todo o conhecimento que os alunos devem adquirir. Ele faz parte do processo como um condutor e vai aprendendo junto com os alunos. É bastante comum aparecerem situações nas quais o grupo como um todo decide consultar um especialista.

No dia-a-dia o professor também deve conseguir tempo para consultar colegas sobre como estão usando a tecnologia e que progressos estão tendo. Essa ajuda mútua entre pares é fundamental conforme constatado nos vários anos de estudo do Projeto ACOT.

Além do tempo para discussões com outros professores, torna-se necessário organizar o tempo para as avaliações, que nesse tipo de trabalho devem ser diárias.

A dinâmica da classe com esse tipo de ensino fica muito diferente. Varia conforme os trabalhos sejam feitos em grupo ou individualmente, se o uso dos computadores for individual, a dois, se só existir um computador etc. O professor deve pensar antes como trabalhar com a classe nessas situações e lembrar que os alunos estarão se ajudando e não devem ser tolhidos na comunicação.

O professor provavelmente enfrentará duas outras dificuldades, que entretanto serão úteis a posteriori para sua formação profissional. A primeira é que boa parte do material acessado estará em inglês e, mesmo com ferramentas tradutoras cada vez melhores, um conhecimento mínimo do idioma se fará necessário; a segunda é que o professor terá de aprender a lidar com dados que muitas vezes não estarão "digeridos". Isso acontece, por exemplo, quando se extraem dados de fontes não educativas como o IBGE e outros orgãos governamentais.

Em contrapartida, quando o professor se sente à vontade com a tecnologia, ele pode incorporar de maneira muito mais flexível os acontecimentos do cotidiano a suas aulas. Por exemplo, se ocorrer uma grande descoberta científica, ele poderá conseguir rapidamente material na Internet para usar o feito como motivação para introduzir conceitos aos alunos. Esses recursos encontram-se em muitos sites e abrangem textos, fotos, vídeos e sons.

Conclusão: a introdução da Internet na escola funciona como catalisadora de mudanças e o professor tem ganhos em motivação e auto-estima, na sua valorização como profissional. Abrem-se possibilidades para que ele ensine usando problemas e situações mais próximas à vida real, estabelecendo contato com o mundo fora da escola e aprimorando os conhecimentos cada vez mais necessários para qualquer profissão.

 

Planejamento escolar

Professores que pretendem usar a Internet como ferramenta educacional devem mudar profundamente a sua postura com relação a métodos de ensino. A começar pelo planejamento. Projetos que usam a Internet são quase sempre longos. Para compor esse tempo com currículos apertados, pode-se escolher projetos em que mais de um tópico curricular seja tratado simultaneamente, de preferência de maneira interdisciplinar (um exemplo interessante dessa abordagem é o projeto Por mares nunca dantes navegados). Nesse caso, o mesmo tempo de navegação ou de comunicação serve para duas ou mais matérias. O planejamento desses projetos deve ser feito de preferência antes do começo do ano letivo e as atividades devem ser perfeitamente integradas ao currículo, e não encaradas como extras. Será necessário, portanto, que se destine tempo para o planejamento e a capacitação mínima dos professores para uso do browser, e-mail, grupos de discussão, chat, videoconferência e download. Sem esse conhecimento técnico o professor dificilmente se sentirá à vontade e apto a propor projetos interessantes. Por isso é recomendável começar com projetos tecnicamente simples, a exemplo dos e-mails internos e da busca simples de recursos off-line para alunos.

Nessa fase de planejamento o professor provavelmente terá de enfrentar barreiras de diretores, coordenadores, orientadores e outros professores que não se sentem à vontade com a tecnologia e tentarão retardar ao máximo sua entrada na escola e em particular em suas áreas. Apesar dessas resistências, tem sido possível verificar que o professor que traz e usa a tecnologia passa a ter um papel de destaque na escola.

Muito provavelmente a escola carecerá dos recursos tecnológicos necessários: o professor interessado terá de elaborar projetos para conseguir auxílio. Esse ponto deve ser encarado como positivo, pois leva o professor a fundamentar muito bem os seus argumentos, além de propiciar a sua comunicação com órgãos de fomento, delegacias de ensino e a comunidade em geral, tornando-o um proponente de direções para a educação, ou seja, parte mais ativa no processo.

Ainda nessa fase, o professor será sobrecarregado pois terá uma variedade muito maior de recursos a pesquisar para preparar suas aulas e cursos. Porém ele estará muito mais apto a dar seu "toque" particular na formação dos alunos, o que não é facilmente conseguido quando se adota apenas um livro-texto.



Estratégias de implementação

Antes de mais nada, é preciso "vender a idéia" de que a informática e em particular a Internet podem acrescentar algo ao processo de ensino-aprendizagem. A Internet, e de maneira mais geral a informática, ainda geram medo nas pessoas com relação a um possível "bitolamento" dos alunos e a um possível isolamento social. A escola, independentemente de ser particular ou pública, deve por meio de sua direção estabelecer com clareza sua missão: que tipo de alunos pretende formar, com que conhecimentos, e para quê. Uma discussão e a elaboração de um plano diretor, documento descrevendo como a escola pretende realizar sua missão e em quanto tempo, gera uma semente de reflexão por parte dos envolvidos e acaba por mudar todo o ambiente. Por isso é recomendável que essas discussões sejam organizadas pela direção, mas que envolvam professores, coordenadores, administradores, pais de alunos, representantes de alunos e a comunidade em geral. Encontramos exemplos e sugestões de como organizar esse plano diretor em diversos sites na Internet. Por exemplo a NASA e a Microsoft têm sugestões interessantes, já baseadas em experiências passadas. O Achademia traz outra sugestão interessante e já traduzida para o português, apesar de ainda não contemplar todo o potencial da Internet.

Uma vez definidas as metas da escola estuda-se como a informatização e a Internet contribuem para esses objetivos. Também nessa discussão devem ser envolvidos professores mais familiarizados com informática, os mais interessados e de preferência pais de alunos que estejam envolvidos com tecnologia e que possam ajudar a elaborar o planejamento e a implementação do projeto. Dependendo do número de participantes, será preferível trabalhar em comissões e de tempos em tempos marcar reuniões para comunicar andamentos, inclusive aos que não estão participando diretamente do projeto. Um exemplo dessa metodologia pode ser vista nos documentos da NASA.

O desenvolvimento dos trabalhos faz-se sempre acompanhado de documentação pormenorizada do que foi feito, por quem, em quanto tempo, com que recursos, e se tudo está dentro do previsto. As vantagens desse tipo de trabalho são enormes. Antes que os problemas se tornem irremediáveis podem ser detectados e corrigidos. Fica muito mais simples fazer mudanças de percurso. A aplicação do que foi aprendido é bem mais fácil.

Um bom início para escolas começarem a trabalhar nessa linha consiste em padronizar o uso de softwares de gerenciamento de projetos. Como exemplos podemos citar o Microsoft Project e o Primavera. Deve-se documentar tudo: qual foi a configuração dos equipamentos utilizada, o tempo gasto com treinamento, a satisfação com os prestadores de serviços, os recursos necessários para manter o sistema funcionando depois de instalado, os projetos desenvolvidos com base no projeto inicial etc.

O projeto de informatização da escola pode servir como modelo para a posterior proposta de projetos de uso dessa tecnologia, inclusive na solicitação de auxílios.

 

Links utilizados nesta página

Microsoft

http://www.microsoft.com/education/

Microsoft Project

http://www.microsoft.com/brasil/project/

Primavera

http://www.primavera.com

 

 

 

 



Integração com o currículo

Vários fatos