GILBERTO TEIXEIRA ( DOUTOR FEA/USP)
Informática na educação é um novo domínio da ciência que em seu próprio conceito traz embutida a idéia de pluralidade, de inter- relação e de intercâmbio crítico entre saberes e idéias desenvolvidas por diferentes pensadores. Muitos dos desafios enfrentados atualmente têm a ver com a fragmentação do conhecimento, que resulta tanto de nossa especialidade quanto, e principalmente, do processo educacional.
Ao analisar as possibilidades de introduzir os recursos computacionais nas práticas educacionais com o objetivo de transformar o processo de ensino- aprendizagem, não se pode ter como referência nenhum quadro teórico anteriormente estruturado. É preciso delinear uma base conceitual que represente um movimento de integração entre diferentes teorias e possam conduzir à compreensão do fenômeno educativo em sua unicidade e concretude.
A concepção que construímos sobre informática na educação é de uma ampla e abrangente abordagem sobre aprendizagem, filosofia do conhecimento, domínio da tecnologia computacional e prática pedagógica, que não só abandonam a idéia de blocos de construção justapostos, como não tratam de entidade fundamental alguma – nenhuma constante, lei ou equação fundamental.
Os enfoques teóricos que suportam e uso de computador em sala de aula são eles:
· Abordagem instrucionista: Nesta o uso do computador foi planejada para usá- lo como uma máquina de ensinar e empregava o conceito de instrução programada. Por essa ótica, o conteúdo a ser ensinado deve ser subdividido em módulos estruturados de forma lógica de acordo com a perspectiva pedagógica e quem planejou a elaboração do material instrucional. Ao final de cada módulo o aluno irá responder um questionário, cuja resposta correta leva ao módulo seguinte.
- Abordagem construcionista: nesta o computador não é o detentor do conhecimento, mas ferramenta tutorada pelo aluno, que lhe permite a busca de informação em redes de comunicação a distância. O uso do computador como uma ferramenta não estabelece uma dicotomia tradicional entre conteúdos e disciplinas, uma vez que trabalha com conhecimentos emergentes na implantação de projetos.
Enquanto as interações dos programas instrucionistas enfatizam o software e o hardware com vistas a ensinar o aluno e não provocar conflitos cognitivos, o software construído pelo aluno individualmente ou cooperativamente na abordagem construcionista centra- se no pensamento e na criação, no desafio, no conflito e na descoberta. De um lado a riqueza de imagens e as múltiplas opções, de outro o programa sem nada, a não ser o desafio a explorar, descobrir e demonstrar. A interação grupal, a troca. Assim, as práticas pedagógicas de utilização de computadores se realizam sob a abordagens que se situam e "oscilam entre dois grandes polos" – instrucionistas e construcionistas.
Na informática da Educação o professor é um mediador que direciona a s fontes de pesquisas para que recursos já existentes, jornais, revistas, enciclopédias vídeos e agora pode optar por mais uma o computador, onde o aluno torna- se mais curioso, se auto- ajudam, desenvolvem maior parte das atividades sozinhos, aumenta sua capacidade de concentração, estimula o aprendizado de novos idiomas e contribui para o desenvolvimento das habilidades de comunicação e de estrutura lógica de pensamento.