Gilberto Teixeira (Prof. Doutor FEA/USP)
1. POR QUE ?
Quase todo mundo acha que processamento de informação é coisa de gente que usa óculos de correntinha e fica sentada em enormes escritórios, à luz esverdeada de lâmpadas pelo brilho da tela do computador.
Em outras palavras, o processamento da informação é algo feito por alguma outra pessoa, alguém que sabe digitar.
Numa era de informação, todos precisam forçosamente começar a se encarar como processadores de informação. Toda vez que escutamos um noticiário, falamos com um colega, lemos uma revista, olhamos para aquele mar de rostos em um congresso, estamos percebendo e processando informação.
Uma vez aceito esse fato, poderemos aperfeiçoar nossa habilidade como processadores de informação em todos os níveis de nossa vida. Isto exigirá :
· Mudar nossas percepções, atitudes, e chegar a uma compreensão mais ampla da sociedade em que vivemos (informação cultural)
· Melhorar nossas habilidades de comunicação (informação conversacional)
· Aprender a discernir nas informações disponíveis o que nos serve e melhorar a qualidade da informação que geramos (informação de referência)
· Extrair mais da mídia (informação noticiosa)
2. O SEGREDO É : MENOS, MENOS ....
O segredo para processar informação é limitar seu campo de informação dentro do que é relevante para sua vida, isto é, escolher cuidadosamente que tipo de informação merece seu tempo e sua atenção. A tomada de decisões se torna mais crítica à medida que aumenta o volume de informação. Muitos encaram as decisões com apreensão, porque elas implicam eliminar possibilidades.
É um mito achar que quanto mais opções você tiver, mais adequadas serão as suas ações e maior a liberdade que terá. Ao contrário, mais opções parecem produzir mais ansiedade. Se você puder determinar o que é relevante aos seus interesses e ao seu trabalho, suas opções serão em menor número e será mais fácil escolher. À medida que você reduz as opções, reduz também a ansiedade de ter feito a escolha errada