Os IGNORANTES, que acham saber tudo, privam -se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER.

AS AMBIGUIDADES DO CONCEITO DE INFORMAÇÃO

 

 
Gilberto Teixeira ( Prof. Doutor )
 
 
 
  1. UMA PALAVRA EM  BUSCA DE DEFINIÇÃO.
 
 
A palavra “informação” sempre foi ambígua e liberalmente empregada para definir diversos conceitos. Os dicionários registram que a palavra tem sua raiz no latim informare, que significa “a ação de formar matéria, tal como pedra, madeira, couro etc.” Parece ter entrado na língua inglesa com sua atual grafia e utilização no séculos XVI. A definição mais comum é : “a ação de informar; formação ou moldagem da mente ou do caráter, treinamento, instrução, ensinamento, comunicação de conhecimento instrutivo”.
 
Esta definição permaneceu relativamente constante até os anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, quando entrou em voga utilizar “informação” como um termo tecnológico para definir qualquer coisa que fosse transmitida por um canal elétrico ou mecânico. A palavra tornou-se parte do vocabulário da ciência das comunicações. Então, de repente, podia ser aplicada a algo que, a rigor, não era necessariamente informativo. Seu uso foi extrapolado para o uso geral, designando algo dito ou comunicado, fizesse ou não sentido para o receptor. Atualmente, a liberdade gerada por essa definição amorfa, como era de esperar, incentiva seu emprego de forma ainda mais vaga. Informação tornou-se a palavra mais importante da nossa década, o sustento da nossa vida e do nosso trabalho.
 
A ambigüidade da palavra fez proliferar a ansiedade de informação. Essa
deturpação  do  uso da palavra  e a sua superutilização  resultaram  nela perder o sentido. Como ocorre, aliás, com toda palavra incessantemente repetida.
A palavra informare foi destacada do substantivo informação, e a forma, ou estrutura, desapareceu do verbo informar. Grande parte daquilo que supomos ser informação é, na verdade, apenas dado, às vezes nem isso.
 
Dados brutos podem ser informação, mas não necessariamente. A não ser que sejam usados para informar, não têm valor intrínseco. Eles devem ser imbuídos de forma e aplicados para se tornar informação significativa. Contudo, em uma época faminta de informação como a nossa, freqüentemente permite-se que passem por informação.
 
Assim, a grande era da informação é, na verdade, uma explosão de não-informação – uma explosão de dados. Para enfrentar a crescente avalanche dos dados, é imperativo fazer a distinção entre dados e informação. Informação deve ser aquilo que leva à compreensão. Cada um precisa dispor de uma medida pessoal para definir a palavra. O que constitui informação para uma pessoa pode não passar de dados para uma outra. Se não faz sentido para você, a denominação de informação não se aplica.
 
No tratado The Mathematical Theory of Communication, publicado em 1949, e que constitui um marco no assunto, Claude Shannon e Warren Weaver definem a informação como    “aquilo que reduz a incerteza.”
 
As diferenças entre dados e informação tornam-se mais críticas à medida que a economia mundial caminha para um sistema de economias dependentes de informação. A informação impulsiona o campo educacional, a mídia, empresas de consultoria e de prestação de serviços, correios, advogados, contadores, escritores, alguns funcionários governamentais, bem como os que trabalham em comunicação e armazenamento de dados. Muitos países já possuem a maior parte de sua força de trabalho engajada em ocupações principalmente voltadas para o processamento de informação. A mudança para uma sociedade baseada na informação vem sendo tão rápida que ainda não nos adaptamos às implicações que isso gera.
 
A compreensão é superada pela produção. “A capacidade de canalização, armazenamento e recuperação de dados do hardware eletrônico cresce rapidamente, como no campo da leitura por laser ou dos microcomputadores”, diz Orrin Kalpp em Overload and Boredim: Essays on the Quality of Life in the Information Society. Não tem havido ganho correspondente na capacidade humana. Um processamento de informação melhor pode resultar no aumento do fluxo de dados, mas é de pouca ajuda ler a listagem, decidir o que fazer com ela ou encontrar um significado mais alto. Significado requer meditação, que leva tempo, e o ritmo da vida moderna trabalha contra a idéia de nos dar tempo para pensar.
 

2   INFORMAÇÃO À PROVA DE ANSIEDADE

 
A compreensão da diferença entre dados brutos e aqueles que podem ajudar na compreensão e aumentar o conhecimento, entre informação como coisa e informação como significado, tornará você um processador de informação mais competente. Maior  competência lhe dará mais confiança e mais controle, permitindo-lhe relaxar. Sentindo-se mais relaxado e menos culpado, você chegará à compreensão.
 
A premissa deste texto é que, :
·        Transcendendo a ansiedade pôr não saber, você poder começar a
       compreender.
 
 
·        É  importante aprender a reconhecer o que é compreensível e o
       que não é.
·        A percepção de que sua incapacidade de compreender uma parcela de
        informação pode bem ser culpa da informação e não sua.
·  É  fundamental  que  voce  encontre trilhas pessoais para a compreensão
·  É importante   saber  distinguir o pertinente do supérfluo
      e  transformar dados em informações
·  É  importante  melhorar sua capacidade de recepção de informação
 
     Se   voce  conseguir obter todas  essas habilidades e  conhecimentos  será    capaz  de  reduzir  e controlar a   ansiedade de informação