Paulo de Camargo
free-lance para a Folha de S.Paulo
Leia a opinião de três especialistas sobre as estratégias pouco ortodoxas que são usadas para turbinar a aprendizagem.
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Sidarta Ribeiro, neurocientista, Ph.D em neurobiologia pela Universidade Rockfeller (EUA) |
Paulo Volker, professor e consultor em educação |
José Ernesto Bologna, psicólogo especialista em desenvolvimento organizacional |
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Métodos de memorização |
Há muitos na praça e vários funcionam, embora a eficácia varie conforme a pessoa que utiliza o método |
Muito útil para quem já possui boa memória, mas precisa organizá-la. Para os desmemoriados contumazes, é perda de tempo |
Esses métodos são antigos e têm sua utilidade. Mas prefiro acreditar na filtragem do cérebro. Cultura é o que sobra quando o excesso de informação acaba |
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Leitura dinâmica |
As coisas são mesmo aprendidas na proporção do interesse que despertam. Por isso, também na leitura dinâmica, a eficácia varia muito |
Para os que não têm hábito de leitura, ajuda a ter uma idéia do texto, mas reforça a triste idéia de que ler é uma bobagem |
Esse recurso é útil para identificar os conceitos fundamentais do texto. Mas não deve ser utilizado para literatura —seria como ver um filme acelerando o vídeo |
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Cursos de imersão |
É mais eficiente aprender uma habilidade nova treinando um pouco todo dia do que treinando muito de uma vez só |
Os cursos de imersão podem ser eficazes quando bem estruturados, mas precisam contar com um corpo docente competente |
São muito válidos quando bem dosados. A imersão tem aspectos vivenciais, permite aprofundar os conceitos e gerar insights importantes |
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Cursos para ouvir dormindo |
Sou cético com relação a isso. Não estou familiarizado com nenhum estudo que demonstre que isso funciona em seres humanos |
Ajudam o insone e dão segurança aos preguiçosos que acham que o conhecimento lhes foi administrado por algum "deus" |
Creio que o sonho funciona para reorganizar memórias. Mas não acredito que se possa usar o inconsciente para produzir aprendizagem |