Os IGNORANTES, que acham saber tudo, privam -se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER.

AS TEORIAS DE APRENDIZAGEM E SUAS IMPLICAÇÕES PRÁTICAS

 

Gilberto Teixeira (Prof. Doutor FEA/USP)

Os teóricos do estudo da Educação (psicólogos e filósofos da educação) não tem sido muito úteis para os educadores profissionais, isto é, aqueles que tem sob sua responsabilidade a ação e operacionalização do ensino-aprendizagem.

Esta dificuldade e distanciamento existente dentre os teóricos e os praticantes da profissão, existirão enquanto existir a discussão, sem chegarem a um acordo, sobre questões fundamentais como “o que é aprendizagem?”, ou então, “quais são os processos envolvidos na aprendizagem?”.
A maioria dos teóricos concorda pelo menos com a afirmação de que a aprendizagem envolve uma mudança nas características do aprendiz.
A controvérsia começa quanto à natureza e causa dessa mudança. E essa diferença de opiniões origina-se de duas escolas filosóficas que se opõem e conflitam no modo de encarar o universo e o ser humano.
Em educação é muito importante o conhecimento dos limites dos conflitos entre as teorias. Na medida em que o educador profissional na sua prática diária desconheça esses conflitos e inconsistências, poderá obter resultados ineficientes ou nulos em termos de aprendizagem. Parece ser uma afirmação óbvia, mas os meios (prática, métodos) que o educador usa deveriam estar dinamicamente relacionados com os fins ou valores escolhidos (teoria ou filosofia educacional).
Se a teoria ou a filosofia é incompatível, então é muito provável que qualquer técnica baseada nestas duas facetas conflitantes produza resultados indesejáveis ou inesperados.
Quando o educador, isto é, o professor ignora esse fato (o que é comum), usará qualquer técnica que ocorra a sua fantasia de momento.
A tarefa do professor é pois traduzir a teoria e a filosofia em uma prática educacional, funcional e consistente.
O propósito deste trabalho é exatamente tentar comparar as duas escolas de pensamento mais importantes na atualidade e verificar suas implicações práticas.
Sendo duas linhas de pensamento tão discutidas e amplamente adotadas é importante analisá-las de uma forma objetiva procurando definir os contornos de sua aplicação como estratégias de aprendizagem.
Uma das escolas de pensamento, é baseada na filosofia científica e mecanicista; vê a aprendizagem como sendo uma forma de moldar ou controlar o comportamento. A outra escola, que adota uma abordagem idealista, é baseada no modelo organístico; ela vê a aprendizagem e as mudanças dela decorrentes em termos de desenvolvimento de competências potenciais de cada indivíduo; por isso mesmo é conhecida como comportamental (behaviorista) ou organística.
A escola mecanicista vê o universo como se fosse uma máquina. Peças discretas (partículas elementares) interagem no espaço e no tempo e quando alguma força atua sobre elas o resultado é uma seqüência de ações e reações em cadeia.
Para os mecanicistas, até mesmo o fenômeno mais altamente complexo como o do processo mental, pode ser reduzido e explicado como resultante de interações entre partículas elementares em movimento.
Como essas forças são a única causa eficiente ou imediata dos eventos, é possível a sua completa previsão e todos os fenômenos podem ser quantificados. O modelo mecanicista, porque se compõe de cadeias causais interativas, exclui a possibilidade de evolução em direção a uma meta universal pré-definida; é um modelo basicamente decorrente do materialismo científico. Nele o homem é visto exclusivamente como sendo um elemento que reage quando se lhe aplicam forças; em outras palavras, as atividades só ocorrem em resposta a forças que lhe foram aplicadas.
No modelo organístico, o universo é visto como um organismo unitário, internamente interativo; nesse modelo o conjunto é causado pelas suas partes e não é simplesmente o somatório das suas partes.
Ao contrário do modelo mecanicista, no modelo organístico não é possível predição ou quantificação; pois é impossível definir um encadeamento de causas que torne viável a extrapolação ou medida de tendências passadas e futuras.
O modelo organístico vê no homem não um elemento que reage a forças como no modelo mecanicista, mas um organismo espontâneo e inerentemente ativo. Em outras palavras, o homem é visto como a fonte de atos e não como um conjunto de atos iniciado por ação de forças externas.
O modelo mecanicista do mundo conduziu as teorias comportamentais da aprendizagem, aquelas que entendem que as mudanças nas características do aluno são mudanças comportamentais resultantes de mudanças anteriores provocadas por estímulos externos.
Utilizando a expressão de Skinner, que “comportamento é determinado por suas conseqüências”, há uma cadeia contínua de causas conduzindo a efeitos, e estes efeitos por sua vez tornam-se causas de efeitos posteriores.
A ética comportamental (behaviorista) sobre a aprendizagem tem seus fundamentos nos experimentos de Thorndike, Pavlov e John W. Watson, sendo o seu mais recente teórico o psicólogo B.F. Skinner.
A ótica organística do universo, define a aprendizagem como sendo mudança interna, auto-ativada pelo indivíduo.
São comuns na sua literatura as expressões:
“automotivação”,
“desenvolvimento integral do indivíduo”,
“desenvolvimento da estrutura cognitiva”,
“aprendizagem autônoma e independente”,
“auto-atualização”, e
“exploração das potencialidades individuais”.
 
Todas essas expressões implicam na realidade em que a aprendizagem resulta de ações auto-iniciadas, espontâneas.
O maior expoente desta teoria de aprendizagem é Carl R. Rogers, que conceituou bem modelo de ensino centralizado no aluno baseado nas cinco hipóteses básicas a seguir:
1 – Não se pode ensinar diretamente uma pessoa mas somente facilitar sua aprendizagem.
2 – O aluno só aprende aquilo que seja percebido por ele como sendo relacionado com a manutenção e desenvolvimento de sua estrutura de personalidade.
3 – Todas experiências que se forem assimiladas possam mudar a estrutura de personalidade, tendem a sofrer uma certa resistência da parte do aluno.
4 – A estrutura e a organização da personalidade tornam-se mais rígidos quando sob ameaça, enquanto que por outro lado às fronteiras da personalidade tornam-se mais tênues na ausência de ameaça.
5 – As mais eficazes situações educacionais no sentido de promover a aprendizagem, são aquelas que eliminam ou reduzem ao mínimo as ameaças à personalidade do aluno e facilitam a percepção diferencial.
Rogers vê a aprendizagem como um processo inteiramente interior e controlado pelo aluno, que se engaja inteiramente e interage com o ambiente em termos de sua própria percepção desse ambiente.
Rogers e outros autores como Gordon Allport e A.H. Maslow são, com freqüência, denominados psicólogos humanistas justamente devido a essa sua visão organística do homem.
As suas contribuições podem ser mesmo consideradas como a síntese de uma longa linha de filósofos da educação com Koffka, Kohler, Dewey e Lewin.
Dewey ao enfatizar o papel dos interesses e da motivação da criança para a solução de problemas estabeleceu os fundamentos do enfoque humanístico.
Os psicólogos da escola “gestalt” como Koffka e Kohler contribuíram para abordagens mais sistemáticas como a de Lewin ,que definiu a aprendizagem co mo resultante de mudanças naquilo que ele chamou de “campo cognitivo”.
Para ele o “campo cognitivo” é um complexo de forças ambientais agindo sobre um indivíduo através do seu
“espaço-vida” em conjunto com mudanças nas necessidades e motivações internas do aluno.
Foi esta última parte de sua definição de aprendizagem que demonstram o seu vínculo ao modelo organístico.
As duas visões a respeito do universo, a mecanicista e a organística, são totalmente incompatíveis e as freqüentes rivalidades e antagonismos entre os proponentes das duas escolas ocorrem sem que haja um consciente conhecimento das raízes dos antagonismos.
Na realidade as raízes desse antagonismo estão assentadas nos valores pessoais de quem adere ou defende uma ou outra linha de pensamento.
Aqueles que pautam sua filosofia de vida no teismo, isto é na aceitação de uma ordem super natural e em um sistema de valores absolutos, escolhem o modelo organicista e aderem forçosamente as teorias humanísticas derivadas dele.
Aqueles que rejeitam o teismo, que acreditam que o universo não possui uma finalidade maior e que a analise cientifica pode explicar todos os fenômenos, que os valores são relativos e não absolutos, necessariamente defendem a linha mecanicista e são atraídos pelas teorias “behavioristas” de aprendizagem.
Nesse emaranhado de conflitos e antagonismos, como fica o educador?
Uma alternativa é adotar a sugestão de Skinner de rejeitar as teorias e só confiar na experiência, isto é nas relações funcionais descritas e demonstradas pelos dados. Mas esta atitude significa refutar qualquer papel para a teoria na investigação cientifica.
Uma outra possibilidade seria escolher e adotar aquela teoria que seja consistente com o seu modelo de universo e compatível com a filosofia e os valores pessoais, rejeitando então todos os dados que não possam ser explicados por ela.
Mas esta alternativa teria também o inconveniente de rejeitar técnicas que realmente funcionam na prática somente porque elas são inconsistentes com a teoria escolhida.
Uma terceira possibilidade poderia ser de “suspender” provisoriamente o seu próprio sistema de valores e crenças sobre a natureza do universo e adotar uma posição eclética, juntando vários elementos das duas teorias para derivar um novo enfoque. Esta é, com efeito, a atitude de muitos educadores modernos que entretanto não percebem as suas implicações; ao adotar a posição eclética eles não percebem que o modelo de universo que estão adotando é impossível na medida que está apoiado em dois sistemas de causacão incompatíveis entre si.
As três posições  nenhuma teoria, adesão cega e uma delas apesar de dados incompatíveis ou o enfoque eclético fundindo as duas teorias, todas três alternativas ignoram um fator importante à natureza e o papel da teoria na investigação cientifica.
Teorias são simples idéias , ou como esta definido no dicionário Oxford (6a edição, pagina 1201):
“Teoria é uma suposição ou sistema de idéias que explica algo, especialmente aquilo que seja baseado em principies  gerais independente dos fatos, fenômenos, etc, que necessitem por sua vez de serem explicados”.
Se uma teoria não é capaz de explicar dados verdadeiros e confiáveis, ela é inadequada; se uma teoria e incapaz de explicar novos da dos deve ser abandonada ou modificada para adaptar-se a esses dados.
Skinner ao rejeitar totalmente a teoria, rejeita também o  seu  papel  na investigação cientifica que, resumidamente, poderíamos enunciar como sendo:
a – proporcionar uma visão geral das interrelações entre fatos;
b – proporcionar uma explicação prática dos fenômenos observados;
c – proporcionar um estimulo para posteriores linhas de observação e experimentação que sem esse estimulo talvez não ocorresse.
Teorias que não podem ser testadas per observações não são úteis r>ara bus car explicações científicas de fenômenos.
O segundo elemento de controvérsia isto é só selecionar e utilizar dados que apóiem uma dada teoria é, infelizmente muito cor., na área de educação ainda que seja uma interpretação invertida dos papeis da teoria e dos dados. A teoria explica os dados e não o contrario, mas assim mesmo há muitos educadores que por exemplo não gostam da teoria behaviorista e, porque rejeitam essa particular explicação dos dados, também rejeitam os dados e recusam-se a usá-los na prática; além disso, o que é mais significante, recusam-se a modificar sua posição teórica. A crítica mais freqüente e quase patológica contra o trabalho de Skinner é em grande parte baseado no seu modo de pensar a teoria não agrada e, portanto, os fatos são
condenados.
Um outro aspecto da confusão entre dados e teoria é a prática muito comum nos meios educacionais de tratar a teoria como se ela fosse fato concreto. Este simples mas fundamental erro conduz a acusações a respeito da educação como “saturada de opiniões” ou “suas idéias são tão boas como as minhas” etc.
A literatura educacional está repleta de construções hipotéticas que além de não terem sido ainda comprovadas também são com freqüência, impossíveis de comprovação. E apesar disso há sistemas completos de prática educacional baseados nelas.
Como conseqüência desses conflitos entre os teóricos, os professores, (isto é, aqueles que tem em seus ombros a diária responsabilidade de  conduzir o processo ensino-aprendizagem), vêem-se num dilema para selecionar as diretrizes operacionais sobre o processo de aprendizagem.
Parece-nos que a postura mais adequada deve ser de tentar trabalhar com aquela teoria ou aquelas teorias que ofereçam a explicação mais coerente e compreensiva dos dados da realidade. Entretanto, procedendo assim, provavelmente concluiremos que nenhuma das teorias atuais explica necessariamente todas as evidências observáveis sobre as mudanças na aprendizagem. Se isso vier a ocorrer será necessária uma mente suficientemente aberta e criativa para desenvolver uma teoria mais abrangente ou mesmo para a substituição de uma teoria por um conjunto de teorias.
Na aplicação dos princípios de aprendizagem ou mesmo na busca de formular novas teorias deve-se ter o cuidado de não cruzar a fronteira que define a incompatibilidade entre os modelos mecanicista e organicista do universo; cada teoria ou conjunto de teorias que adotarmos na nossa atividade didática deve estar inteiramente contida em somente um desses enfoques, pois não é possível um modelo “mixto” do universo.
Na tabela anexa é apresentada uma análise e comparação entre as duas escolas (mecanicista e organicista) e as condições de aprendizagem que tenham sido já demonstradas por experimentos ou observações.
Na elaboração da tabela foi utilizada a seguinte metodologia:
1 – Listagem de técnicas e procedimentos que são reconhecidos como capazes de facilitar a aprendizagem, isto é, são operacionalizáveis.
Desta listagem foram excluídos as afirmações ou opiniões que não tenham apoio em experimentos ou observações.
2 – Identificação de uma explicação teoria para cada tipo de observação ou experimento em termos de:
(a) teoria comportamental (behaviorista) ou
(b) teoria não comportamental.

 
Se admitirmos que as duas teorias são compreensíveis, então ambas devem possuir uma explicação para cada tipo de observação. O julgamento sobre o mérito relativo das duas teorias deverá então depender da (l) simplicidade das explicações (2) consistência entre as explicações (3) poder das explicações para prever fenômenos não observados anteriormente (4) preferência filosófica.

Explicação em termos da teoria “Behaviorista” (Escola Skinneriana ou organicista)
Condições selecionadas de aprendizagem demonstradas por observações ou experimentos
Explicação em termos da teoria não-behaviorista (escola congitiva ou humanística)
É mais provável que se repita um novo comportamento se as conseqüências dele ocorrerem imediatamente; se houver demora nos efeitos reduzem-se as chances de se repetir o comportamento.
1 – A aprendizagem é mais efetiva nas situações em que o conhecimento e as habilidades envolvidas são de interesse imediato do estudante.
O indivíduo aprende aquilo que é percebido como sendo capaz de manter ou desenvolver a sua própria personalidade.
A formulação clara dos objetivos fornece as bases do critério para avaliação do sucesso na aprendizagem e como conseqüência para premiar o sucesso, que é à base do reforço da aprendizagem.
2 – A aprendizagem é mais efetiva quando os seus objetivos são claramente explicitados.
Um elemento crítico no processo de aprendizagem é a percepção que cada indivíduo possui das discrepâncias entre o “eu” presente e futuro.
Todo e qualquer comportamento é determinado por suas conseqüências. As “experiências” do “aprendiz” são conseqüências de um comportamento anterior e que por sua vez determinam o comportamento futuro.
3 – A aprendizagem é mais efetiva quando o material a ser aprendido utiliza a experiência do aprendiz.
A estrutura cognitiva do aprendiz se desenvolve através de experiências e os novos conceitos são integrados a essa estrutura através de associação.
O fenômeno do reforço da aprendizagem tem maior probabilidade de ocorrer nas situações de harmonia e quando o sucesso é recompensado.
4 – A aprendizagem é mais efetiva em ambientes não ameaçadores em que o aprendiz sente-se apoiado e seguro.
A melhor aprendizagem ocorre em situações que reduzam ao mínimo qualquer ameaça ao aprendiz.
A recompensa (e portanto o reforço da aprendizagem) é um meio para reduzir a possibilidade da punição.
5 – O clima ameaçador de punição nas situações de aprendizagem produz comportamentos de repulsa a aprendizagem.
Toda experiência que ao ser assimilada pode vir a resultar ou exigir mudanças na organização da personalidade tende a criar resistências à adição da experiência.
Métodos autocráticos não só diminuem a amplitude dos estímulos como reduzem a oportunidade para reforço positivo.
6 – Uma atmosfera autocrática produz o comportamento de fuga da situação de ensino ou então de conformismo e desinteresse.
Métodos autocráticos reduzem as alternativas e restringem as oportunidades do indivíduo desenvolver seu potencial.
Ambientes onde o aluno sinta-se apoiado e livre de ameaças e ansiedades são positivamente que reforçam e promovem a aprendizagem.
7 – O nível de ansiedade envolvido numa situação de aprendizagem pode determinar efeitos benéficos ou maléficos.
A ansiedade emerge sempre que o indivíduo sente-se ameaçado. A estrutura e organização da personalidade individual tornam-se mais rígidos quando sob ameaça e relaxadas quando livres de ameaças.
Como todo comportamento é determinado por suas conseqüências, para que o indivíduo adquira um novo comportamento, é necessário que se engaje ativamente nesse novo comportamento.
8 – A participação ativa no processo de aprendizagem aumenta a garantia de sua eficácia.
A participação aumenta e assegura a motivação e conduz a uma compreensão mais profunda através do desenvolvimento do desenvolvimento orgânico de conceitos.
Como todo comportamento é determinado por suas conseqüências, o envolvimento do estudante no planejamento da seqüência da aprendizagem provoca um esforço positivo.
9 – O envolvimento dos estudantes no planejamento e operação da situação de aprendizagem aumenta a sua eficácia.
A aprendizagem autodirigida ajuda a desenvolver a personalidade do aluno e provocam um maior engajamento com os objetivos.
 
A confirmação de que o estudante modificou o comportamento em direção a um objetivo desejado é um elemento de reforço da aprendizagem.
10 – A aprendizagem é mais eficiente se o estudante recebe informações sobre progresso em relação aos objetivos.
A percepção da distância entre o comportamento atual e o desejado pode auxiliar os indivíduos a organizar seu próprio desenvolvimento e realizar o máximo potencial.
A repetição do “encadeamento” significa série de respostas em que cada resposta é um estímulo para a próxima. A repetição pode envolver um sucesso melhor do que o anterior e isso é um reforço da aprendizagem. Em situações que envolvem a mera repetição mecânica, o reforço da aprendizagem pode se fazer por respostas aleatórias.
11 – A freqüência da repetição é importante para se adquirir uma habilidade.
A repetição consolida novos conceitos na estrutura cognitiva da mente humana.
Todo comportamento em que ocorram conseqüências de reforço estimula respostas semelhantes e torna mais provável a repetição do mesmo comportamento.
12 – O esforço, isto é, o premio as respostas desejáveis ou corretas fortalece a aprendizagem. O comportamento quando não é reforçado é eventualmente extinto.
O reforço é um processo de construção de construção do ego que fortalece a estrutura e integridade da personalidade.
Se aprendizagem de cada comportamento é reforçada positivamente através de recompensa e estímulo, há maior probabilidade do comportamento ocorrer novamente.
13 – Ao assegurarmos o feedback sobre a natureza da resposta estaremos fortalecendo a aprendizagem.
Através do feedback para confirmação do conhecimento correto e para correção da aprendizagem errada estaremos consolidando a estrutura cognitiva da mente e fortalecendo seu desenvolvimento.
A aprendizagem ocorre através de um processo de encadeamento de respostas onde o “reforço” de uma passa a ser o estímulo da próxima. Deste modo a estruturação otimiza o processo de encadeamento.
14 – A estrutura da seqüência da aprendizagem em passos lógicos ou hierárquicos (por exemplo: do simples para o complexo) é um importante fator na aprendizagem.
A elaboração de conceitos mais gerais complexos a partir de elementos mais simples é uma forma de percepção do ambiente como “conjuntos” e de desenvolver a estrutura cognitiva total da mente.
A variedade e a novidade são elementos de encorajamento e, portanto, reforçadores da aprendizagem.
15 – A variedade em métodos e “mídia” reforçam a aprendizagem.
”Mídia” Þ recursos sensoriais usados no processo de aprendizagem.
Os estudantes já são originalmente motivados. A variedade mantém o interesse e aumenta a motivação.
“A modelação” é uma forma de organizar as condições de aprendizagem de tal maneira que são oferecidos “indícios” e “dicas orientando a certas respostas; essas respostas são reforçadas seja aceitando o comportamento do modelo seja pela satisfação de ter atingido os objetivos determinados pelo modelo”.
16 – A aprendizagem pode ser alcançada através da imitação do comportamento de outros (modelação).
A “modelação” indica uma deficiência de comportamento em relação a um ideal (ou “modelo”) e isto motiva o estudante a perseguir um desenvolvimento pessoal adotando o comportamento do modelo.
Ambientes que sejam psicologicamente de apoio (e, portanto, não ameaçadores) tem maior probabilidade de reforçar a aprendizagem.
17 – A aprendizagem pode ser expandida quando o professor demonstra entusiasmo e interesse.
O estudante tende a valorizar que seu professor valoriza numa tentativa de atingir o máximo autodesenvolvimento.
 

 
A aprendizagem nunca é reforçada por conseqüências remotas mas sim por reforços que adquiram sua força através de sua conexão com conseqüências remotas.
18 – A existência de objetivos de longo prazo influenciam a eficiência para conquista de objetivos de curto prazo.
O esforço na busca de atingir os objetivos de longo prazo autodeterminados é parte do desenvolvimento da personalidade e da auto-atualização, mas só pode ter resultados efetivos quando se realiza através da conquista cumulativa de objetivos de curto prazo.
Como todo comportamento é determinado por suas conseqüências, o comportamento dos membros de um grupo cultural é determinado pelas respostas a estímulos recebidos deste grupo cultural.
19 – A aprendizagem é relacionada com a cultura e subcultura do indivíduo; ambas influenciam o processo de aprendizagem.
A personalidade é determinada pela cultura. Um organismo reage em função da forma como ele percebe o ambiente e das experiências assimiladas e só aprende aquilo que seja capaz de expandir sua personalidade. Toda experiência que seja percebida como inconsistente com a própria personalidade só poderá ser assimilada se a atual organização da personalidade for relaxada de modo a passar a incluir essa experiência.
 

 
Conseqüências do comportamento do grupo podem ser imediatamente reforçadas e podem também proporcionar feedback imediato.
20 – Quando um indivíduo sente-se integrado em um grupo que está engajado numa experiência de aprendizagem comum, a sua
A aprendizagem ocorre como resultado de mudanças na estrutura cognitiva da mente, mudanças essas que resultam de mudanças no campo cognitivo e nas motivações internas do indivíduo. Como no campo da psicologia uma das maiores forças são as outras pessoas, as interações entre os membros de um grupo são uma influência poderosa para a aprendizagem.
Cada passo no processo da aprendizagem é um passo de uma cadeia de respostas onde o reforço de uma próxima, com base nessa premissa, quanto mais claro e explícito for o estímulo envolvido
21 – No trabalho em pequenos grupos a aprendizagem é expandida.
O desenvolvimento cognitivo é expandido se todos os novos elementos cognitivos são claramente identificados e relacionados com uma experiência cognitiva prévia.
 
22 – A atmosfera de grupo influi na eficiência da aprendizagem. Assim a existência de fatores como competição ou cooperação, autoridade ou identificação, com o grupo são elementos preponderantes no processo de aprendizagem.
O clima de segurança, respeito e confiança protegem a estrutura da personalidade do indivíduo e facilita o autodesenvolvimento.
 
23 – A proximidade
Estímulos relacionados com experiência de aprendizagem são percebidos como “conjuntos