Os IGNORANTES, que acham saber tudo, privam -se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER.

EXERCÍCIO: PEDAGOGIA DA NEGOCIAÇÃO

 

 
                                                          Gilberto  Teixeira (Prof  Doutor FEA/USP )
I - OBJETIVOS
a)   Levar os participantes a se conscientizarem de que a dinâmica da negociação repousa em confiança recíproca, em lealdade ou espírito de cooperação, em aberturas ou acordos. Importa, assim em uma ambiência de aprendizagem.
b)   O objetivo principal do exercício é o de oferecer subsídios à uma definição de uma pedagogia da negociação.
 
 
II - SEQÜÊNCIA DO EXERCÍCIO
a)   Dividir a classe em pequenos grupos (até 6 alunos, no máximo)
b)   Distribuir o texto básico: “Concepções de Paulo Freire sobre a Educação”.
c)   Os participantes deverão ler o texto básico e discuti-lo de forma a definir:
·       situações típicas de negociação em que já participaram e as conseqüências habituais (Formulário A).
·       características das negociações que participaram e o estilo (Formulário B) dos negociadores.
·       definir um modelo de pedagogia da negociação  com base nos pressupostos de Paulo Freire (Formulário C).

TEXTO BÁSICO:
 CONCEPÇÕES DE PAULO FREIRE SOBRE EDUCAÇÃO
 
Algumas concepções de Paulo Freire sobre Educação:
·       “As sociedades às quais se nega o diálogo - comunicação - e, em lugar, se lhes oferecem comunicados, resultantes da compulsão ou doação, se fazem predominantemente mudas. o mutismo não é propriamente inexistência de resposta, o que falta é  teor marcadamente crítico”.
·       “A dialogação implica numa mentalidade que não floresce em áreas fechadas, autarquizadas. Estas, pelo contrário, constituem em clima ideal para o antidiálogo”.
·       Paulo Freire denomina de “educação bancária”, aquela onde não há lugar para a comunicação, para o diálogo, pois as relações educador e educando são basicamente narradoras, dissertadoras, tornando-se ação educativa no depósito de conceitos pré-estabelecidos do educador narrador ao educando (“objeto paciente”).
·       “Educação que mata o poder criador não só do educando, mas  também do educador, na medida em que se transforma em alguém que impõe ou, na melhor das hipóteses, um doador de fórmulas e comunicados, recebidos passivamente pelos seus alunos. Não cria aquele que impõe, nem aqueles que recebem; ambos se atrofiam e a educação já não é educação.”
·       “O educador não é o que apenas educa, mas o que enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que, ao ser educado, também educa. Ambos assim, se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos.”

FORMULÁRIO A
Com base nos conceitos de Paulo Freire sobre Educação, procure listar situações típicas de negociações em que participou na empresa ou na vida particular indicando as conseqüências habituais ocorridas:
 
Situações  de Negociação
Conseqüências habituais (decisão, protelação, tensões  e conflitos)
A-
B -
C -
D -
E -
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

FORMULÁRIO B
Dentro de uma perspectiva do que o grupo considera uma Pedagogia da Negociação, examine as qualidades das conversações, dos acordos e estilos dos negociadores  em cada uma das situações relatadas na Formulário A.
 
Situação
Características da Negociação
Estilo dos Negociadores
A -
 
 
B -
 
 
C -
 
 
D -
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

FORMULÁRIO C
No texto de Paulo Freire, o autor relata também quais as situações que considera como antidiálogo. Discuta e relate o que o grupo considera: de que forma cada situação de antidiálogo se aplica numa Pedagogia de Negociação como elemento positivo ou elemento negativo
 
Segundo Paulo Freire:
 Situação do Antidiálogo
Dinâmica da Negociação (comentários)
·       O educador é o que educa. Os educandos, os que são educados.
·       O educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem.
·       O educador é o que pensa; os educandos os pensados.
·       O educador é o que diz a palavra: os educandos os que a escutam diariamente.
·       O educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados.
·       O educador é o que opta e presta sua opção; os educandos os que seguem a prescrição.
·       O educador é o que atua; os educandos os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador.
·       O educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele.
·       O educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que se opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele.
·       O educador, finalmente é o sujeito do processo; os educandos meros objetos.