Os IGNORANTES, que acham saber tudo, privam -se de um dos maiores prazeres da vida: APRENDER.

PORTARIA 2.253/2001 - E AGORA?

 

O Ministério da Educação (MEC) no dia 18 de outubro do ano passado publicou a portaria 2.253 que prevê a oferta de disciplinas utilizando método não presencial. Vale para instituições de ensino superior e poderá ser introduzida apenas em cursos reconhecidos. As instituições devem, em caráter opcional, colocar à disposição dos alunos 20% da carga presencial, à distância. Isto quer dizer que o aluno terá a possibilidade de optar entre presencial e não presencial, não podendo ultrapassar 20         da     carga horária total do curso
Método não presencial, em educação, pressupõe qualquer forma de ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão em contato físico nem, necessariamente, interagindo ao mesmo tempo. As estratégias disponíveis, que viabilizam esta forma de comunicação, são inúmeras. Correspondência, telefone, televisão, rádio, todas podem ser consideradas não presenciais e são utilizadas, isoladamente ou integradas entre si, há bastante tempo (veja o exemplo do tele-curso). Não é, portanto, nenhuma novidade. O que mudou, fazendo com que este método se tornasse relevante, a ponto do MEC introduzi-lo na LDB, são os recursos de acesso e interação à informação que temos, a nossa disposição, nos dias de hoje. Este fenômeno pode ser atribuído à internet que é um veículo de comunicação em massa (como TV, rádio, etc.) que proporciona interação entre aluno e professor (como no caso da correspondência) em tempo real (telefone). Ou seja, integra todos os recursos que já existiam numa só ferramenta.
Na prática, a EAD (Educação a Distancia) é um caminho sem volta e tende a crescer dentro das instituições de ensino, ultrapassando, em breve os 20% definidos pelo MEC. Não tardará para que tenhamos graduações inteiras oferecidas a distância. Alguns defensores mais árduos do ensino tradicional podem contestar a eficácia deste método, esquecendo que traz diversos benefícios às instituições e alunos. Diversos estudos indicam que a qualidade da educação não é comprometida - pelo contrário: mostram que alunos a distância são mais produtivos que os presenciais. Ou alguém discorda que pelo menos 80% da informação que nossos alunos detêm hoje foi adquirida sem que nós, professores, estivéssemos presentes? Na internet, em revistas, televisão, rádio, com seus amigos, numa mesa de bar. Cabe ao professor mediar e dar subsídios para que possam ter senso crítico, filtrando as informações e chegando às suas próprias conclusões. Para promover isto, o professor não precisa, necessariamente, estar no mesmo local de seus alunos. O que vai definir o sucesso do processo de formação continuará sendo o projeto pedagógico, e não a presença física do professor, que não precisa temer por seu trabalho: continuará sendo peça fundamental deste processo.
Também não podemos nos esquecer que a LDB diz, em um de seus parágrafos, que todos devem ter acesso à educação. A EAD privilegia isto porque transpõe as paredes da sala de aula, levando o conteúdo ao aluno, proporcionando que pessoas que tenham dificuldade de locomoção ou horário, para citar apenas um exemplo, possam estudar.
Adotar ferramentas tecnológicas adequadas para mediar o ensino Online, capacitar o corpo docente na contextualização do conteúdo dado em sala de aula ao novo ambiente, integrar a instituição, como um todo, à cultura de EAD e procurar parcerias especializadas no mercado, que já tenham a experiência do e-Learning no mundo corporativo (esta experiência de EAD já é realizada há bastante tempo em empresas, no treinamento de funcionários), são estratégias consistentes para implantação de EAD em instituições de ensino.