(ANPAD 2001)
Autoria: Armando Leite Ferreira
Resumo
A educação a distância seja em seu objetivo de formar pessoas seja no de dar continuidade a um processo iniciado em atividades mormente presenciais tem um grande papel a cumprir em países com as características do Brasil.
A utilização e-books e de softwares de apoio ao ensino a distância como o Lotus LearnSpace, o Universite, o AulaNet e outros; tanto para dar suporte a cursos presenciais como para ser o veículo de cursos no formato e-learning auto-instrucional ou não, carece de uma maior troca de experiências entre a comunidade acadêmica.
Questões como qual tipo de conhecimento, em que profundidade e para quem o direcionar se tornam um fator crítico de sucesso para quem busca achar uma forma de adotar essas novas tecnologias. Assim como as expectativas de quem busca conhecimento por esse tipo de formato.
Embora de escopo amplo, a proposta do painel é discutir como pode-se achar um melhor caminho para a inserção do ensino a distância, notadamente o e-learning, nas Escolas de Negócios e debater com quem já iniciou experiências nesse sentido.
A educação a distância seja em seu objetivo de formar pessoas seja no de dar continuidade a um processo iniciado em atividades mormente presenciais tem um grande papel a cumprir em países com as características do Brasil.
A utilização e-books e de softwares de apoio ao ensino a distância como o Lotus LearnSpace, o Universite, o AulaNet e outros; tanto para dar suporte a cursos presenciais como para ser o veículo de cursos no formato e-learning auto-instrucional ou não, carece de uma maior troca de experiências entre a comunidade acadêmica.
Questões como qual tipo de conhecimento, em que profundidade e para quem o direcionar se tornam um fator crítico de sucesso para quem busca achar uma forma de adotar essas novas tecnologias. A resposta não é simples e, provavelmente, exige tempo, reflexão, pesquisa e discussão exaustiva.
Além disso, no campo do ensino, é importante considerar o ponto de vista de quem busca o conhecimento tais como:
- A experiência deve parecer o máximo possível personalizada? Ou deve adotar o formato presencial de um padrão para todos?
- Deve-se buscar satisfazer estilos de aprendizagem diferentes?
- Deve o ensino deve ser baseado em atividades, é preciso fomentar a interação entre participantes de cursos baseados em tecnologias de ensino a distância?
- Depois de uma atividade reflexiva é importante que os clientes possam discutir com outros ou que possam elaborar perguntas?
- Quem aprende precisa saber o propósito das atividades que lhes são recomendadas?
A esses pontos é importante lembrar algumas características sobre aprendizado a distância, notadamente no e-learning:
- flexibilidade:
- pode ser customizado, de forma a atender o alcance do usuário;
- permite aprendizagem individual – provê um ambiente de aprendizado individualizado;
- permite ao usuário controle sobre o que vai aprender;
- é uma forma de aprendizado não-competitiva;
- interativo, permite seguir aprendendo;
- o usuário recebe feedback imediato;
- permite constante atualização;
- as mudanças podem ser feitas em tempo real;
- ensino de conceitos abstratos pode ser feito através de instrumentos lúdicos.
- programas de simulação substituem laboratórios, risco de experimentar, reduz a necessidade de ter peritos constantemente disponíveis e permite, a quem busca conhecimento, navegar por toda a informação que desejar.
- permite ao usuário fazer coisas não disponíveis nas mídias tradicionais, utilizando, por exemplo, ferramentas podem ajudar a:
- achar informação (busca por palavra e acessar banco de dados);
- vínculos temáticos (hipertexto e botões);
- visualizar a informação de modos diferentes;
- interpretar a informação (comentários diversos ou interpretações de perspectivas diferentes);
- utilizar glossários on-line;
- manipular e usar a informação (informação disponível, ferramentas estatísticas para analise de dados, ferramentas gráficas).
Outro ponto importante que não deve fugir ao debate acadêmico são as categorias específicas de recursos de aprendizagem disponíveis, tais como:
- materiais completares tais como notas de conferência, e-folhetos, tutoriais;
- material autoral gerado a partir de demanda específica;
- tarefa para acompanhar uma determinado processo de aprendizado;
- leituras complementares;
- jogos
- simuladores;
- (podem ser providos) estudos de caso, como um recurso para aprendizado;
- aplicações de software educacionais;
- softwares multimídia interativos;
- atualizações, desafios, feedback e grupos de discussão;
- provas objetivas (testes de múltipla-escolha);
- vínculos para outras unidades de conhecimento ou na estrutura do curso;
- softwares de apoio.
E finalmente, devem ser discutidos os custos associados com o desenvolvimento de projetos de educação à distância:
- Recursos humanos com habilidades para programar, projetar e dar apoio (gráfico e design instrucional).
- Design e autoria é time consuming enquanto a conversão de conteúdo é menos cara..
- Os custos de componentes de áudio e vídeo podem ser muito altos, sejam para a produção seja para pagamento de direitos autorais.
- O desenvolvimento inicial é mais custoso, espera-se que a curva de aprendizado reduza os custos.
- Fluidez no contato inicial com cliente deve gerar muitas formas de conteúdo antes de se achar a mais adequada.
- Materiais de alta qualidade devem sempre iniciar as ferramentas de aprendizado, com o tempo é possível equacionar bem o seu uso.
- Fazer protótipos para obter feedback dos alunos.
Embora de escopo amplo, a proposta do painel é discutir como pode-se achar um melhor caminho para a inserção do ensino a distância, notadamente o e-learning, nas Escolas de Negócios e debater com quem já iniciou experiências nesse sentido.
Questões como qual tipo de conhecimento, em que profundidade e para quem o direcionar se tornam um fator crítico de sucesso para quem busca achar uma forma de adotar essas novas tecnologias. A resposta não é simples e, provavelmente, exige tempo, reflexão, pesquisa e discussão exaustiva.