Aldo de A. Barreto
A informação modificou o seu status científico quando o seu destino se vinculou ao conhecimento como fato cognitivo do sujeito e ao desenvolvimento como decorrência social natural da acumulação deste conhecimento. A essência (1) do fenômeno da informação passou a ser esta condição de intencionalidade para gerar conhecimento no indivíduo e em sua realidade. Contudo, as modificações na esfera de influência da informação não foram acompanhadas de uma explanação teórica em que, possíveis evidências do processo de transformação fosse esclarecido. Com à qualificação de rumor(2) para o conhecimento procuro indicar esta e outras condições específicas da manifestação da informação como participante deste processo. Assim, dividimos este artigo em duas partes: a primeira para mostrar as possíveis evidências conceituais da existência da relação informação e conhecimento; e a segunda para apresentar os resultados iniciais de pesquisa (3) ainda em andamento, onde se procura qualificar os mecanismos de elaboração do pensamento nesta relação de transformação, com dados empíricos de três áreas do conhecimento ou comunidades lingüísticas ou grupos informacionais diferenciados.
Considero, que a viabilidade e o valor dos produtos de informação orienta para uma reflexão da manifestação do fenômeno da informação, aqui limitado, à percepção do seu conteúdo semântico pela consciência. A essência deste fenômeno, muitas vezes raro e sempre surpreendente, se mostra pela transformação de, estruturas simbólicas, em realizações de uma consciência individual ou coletiva. É este sentido que a informação sintoniza o mundo (4), pois referência o homem ao seu semelhante e ao seu espaço vivencial.
Qualquer análise de viabilidade política, econômicaou social de um produto de informação está condicionado a esta premissa básica envolvendo a relação da informação com a geração do conhecimento.
Assim colocada, a informação fica qualificada como um instrumento modificador da consciência do homem e de seu grupo social. Fica estabelecida uma relação entre informação e conhecimento, que só se realiza se a informação for percebida e aceita como tal, colocando o indivíduo em um estágio melhor, consciente consigo mesmo e dentro do mundo onde se realiza a sua aventura individual.
Como agente mediador da produção de conhecimento, introduzi-se o conceito de assimilação da informação, como sendo um processo de interação entre o indivíduo e uma determinada estrutura de informação, que vem a gerar uma modificação em seu estado cognitivo, produzindo conhecimento, que se relaciona corretamente com a informação recebida. É um estágio qualitativamente superior ao acesso e uso da informação. Não pretendemos aqui levantar, grandes questões filosóficas sobre a Teoria do Conhecimento. Aceitamos, que conhecimento é uma alteração provocada no estado cognitivo do indivíduo. É organizado em estruturas mentais por meio das quais o sujeito assimila o meio. Conhecer é um ato de interpretação, uma assimilação do objeto (informação) pelas estruturas mentais do sujeito. Estruturas mentais não são pré-formatadas no sentido de serem programadas nos genes. As estruturas mentais são construídas pelo sujeito que percebe o meio. A Produção ou geração de conhecimento é uma reconstrução das estruturas mentais do indivíduo através de sua competência cognitiva, ou seja, uma modificação em seu estoque mental de saber acumulado, resultante de uma interação com uma informação percebida e aceita. Esta modificação pode alterar o estado de conhecimento do indivíduo, ou porque aumenta seu estoque de saber acumulado, ou porque sedimenta saber já estocado, ou porque reformula saber anteriormente estocado.
Em nossa argumentação, conhecimento é um processo, um fluxo de informação que se potencializa. Estruturas de informação formalizam um processo de transferência. Assim, o fluxo de conhecimento se completa ou se realiza, com a assimilação da informação pelo receptor como um destino final.
Como definição instrumental de nosso trabalho pensaremos a informação como sendo:
“estruturas simbolicamente significantes com a competência e a intenção (5) de gerar conhecimento no indivíduo, em seu grupo, ou a sociedade ”
Dentro de um código simbólico convencionado uma estrutura de informação seria o conjunto de elementos simbólicos que formam um todo ordenado de acordo com princípios fundamentais do código considerado. Como limitamos nosso estudo à informação com condições semânticas nosso código simbólico será o sistema da língua portuguesa. Contudo, o caráter geral do conceito de informação deve ser sempre mantido no pensamento para facilitar a compreensão de analogias elaboradas no presente texto.
Sem qualquer perda de substância ou qualidade do conceito de informação, o foco de nossa atenção passa a ser a relação entre a informação e suas estruturas, que podem ser pensadas como, um texto escrito, seu resumo, seu título ou suas indicações de referência bibliográfica, entre outras.
A SOLIDÃO FUNDAMENTAL
As relações da comunicação com a lingüística foram indicadas por Jakobson (6) de maneira clara e acessível.
É importante se ter uma idéia geral das funções da linguagem e de sua relação com os atos de comunicação. Um ato de comunicação se efetiva quando um emissor, remetente envia uma mensagem a um destinatário, receptor. Para se realizar de forma eficaz a mensagem necessita de um contexto de referência e este contexto precisa ser acessível ao receptor. Este contexto deve ser verbal ou passível de ser verbalizado. É necessário ainda um código, total ou parcialmente comum ao emissor e ao receptor e finalmente um contacto, isto é, um canal físico e uma conexão psicológica entre o emissor e o receptor, que os capacite a entrarem e permanecerem em contato. Cada um dos seis fatores indicados determina uma diferente função da linguagem em relação à comunicação, com as necessárias adaptações aos casos específicos. O físico, por exemplo, cria suas construções teóricas, aplicando o seu próprio sistema hipotético de novos símbolos traduzindo dos símbolos, já existentes para uma metalinguagem específica da comunidade lingüística e comunicacional. A linguagem nunca é monolítica e seu código total inclui um conjunto de sub-codigos³.
Entretanto, o que para o linguísta e para o comunicador pode parecer tecnicamente explicável: o ritual de passagem de uma estrutura de informação, um texto, de seu emissor para o seu receptor, leitor, em termos existenciais é um acontecimento admirável, pois se relaciona à solidão fundamental do ser humano. Por solidão fundamental(7) não se quer expressar o estar solitário nos espaços de convivência, mas a condição do sujeito em relação a sua experiência vivenciada. A experiência vivenciada por mim é só minha e de mais ninguém. " Não podes ouvir Deus a falar com outrem, só o podes ouvir se fores tu a pessoa a quem a palavra é dirigida. Isto é uma observação gramatical"(8)
O viver de minha vida pensante se projeta na minha mais recôndita privacidade. Esta é a solidão fundamental de todos aqueles que criam uma informação. Através da informação produzida, com a ajuda de um sistema simbólico procura relatar a sua experiência vivenciada para outras pessoas; transferir a experiência experienciada da esfera privada da criação individual para a esfera pública da significação coletiva.
O texto, enquanto estrutura de informação, é um evento privado em sua produção que, se completa em um tempo finito. A sua significação ocorre, no espaço público, para um número indefinido de leitores, possui autonomia semântica e é indeterminada em relação ao tempo.
Neste artigo nosso foco de interesse está colocado na significação do conteúdo de estruturas de informação, referenciadas , também como textos escritos. Todo ato de interpretação do conteúdo simbólico de uma estrutura de informação e´ também, um ritual de solidão fundamental.
OS ATRIBUTOS DO CONHECIMENTO
Apesar de não haver dúvida maior que o processo de elaboração do pensamento e a geração de conhecimento ocorrem no cérebro humano, os neurofisiologistas não descobriram ainda, os mecanismos biológicos que o qualificam.
A ciência cognitiva indica que a compreensão da mente humana pode ser explicada pela analogia com a computação eletrônica e pela modelagem, no computador de como a mente humana funciona. A Ciência Cognitiva reúne em uma reflexão interdisciplinar, elementos da Ciência da Computação, Psicologia Cognitiva, Sistemas de Informação, Lingüística, Neurociências, Inteligência Artificial Antropologia e é definida como um esforço contemporâneo para responder as questões relacionadas com a geração do conhecimento, sua natureza, componentes, fontes e desenvolvimento.
Em suas colocações não questiona o fato de que o processo de pensamento se realiza na mente humana. Sem, contudo, pretender imitar estes mecanismos fisiológicos acredita poder programar computadores para simular o pensamento humano através do processamento simbólico da informação. Esta é a chamada hipótese do sistema simbólico físico. A hipótese não supõe substituir chips por neurônios ou comparar circuitos integrados com a mente humana. Supõe que, de uma maneira fisicamente diferente, símbolos podem ser representados por padrões eletromagnéticos de um computador. Assim e neste nível simbólico o computador pode simular os símbolos armazenados e processados na mente. Os processos básicos que um computador pode executar com a informação simbólica, tais como enviar e armazenar símbolos na memória, combina-los e reorganiza-os em novas estruturas simbólicas, compara-los para qualificação de acordo com regras programadas, utilizar uma memória de longo prazo e uma memória operacional de curto prazo, justificam as condições necessárias e suficientes para a aceitação da hipótese de que: possuindo estes atributos o computador pode ter a habilidade de simular o pensamento humano.
A base conceitual da Ciência cognitiva tem sido utilizada, também, para analisar o processo de significação do conteúdo de textos, como conseqüência de procedimentos de elaboração do pensamento que podem levar ao conhecimento.(9)
Desta forma, a interpretação do significado do conteúdo de uma estrutura de informação enquanto texto pode ser pensada como sendo: um fluxo de intenções (10) do receptor ao interagir com uma estrutura de informação.
Assim, quando um receptor (leitor) interage com um texto significados são evocados (11) em um fluxo de intençções para o entendimento deste texto; ou seja, determinados símbolos ou estruturas de símbolos que estão armazenados na memória vem a consciência. Evocar representa, aqui, um conjunto de processos psicológicos para a transferência de significados da memória de longo prazo para a memória de curto prazo; para a atenção do leitor que interpreta o texto.
O processo que dá acesso, que realiza esta transferência é chamado de recognição (12) assim, um conceito (13) que é evocado para a atenção do leitor pela recognição pode estar associado a uma considerável quantidade de informação (conceitos associados), dependendo da qualidade da memória acessada e do contexto do texto. A qualidade da memória e o contexto do texto implicam direta ou indiretamente na diversidade de associações que podem ser feitas a partir do conceito acessado no texto. A evocação, por exemplo, do conceito casa, pode trazer por recognição conceitos como: habitação, morada, edifícios, cidade, lar, família,infância, pais, filhos, casamento, proteção, felicidade, amor, etc.
A evocação simbólica é operada por associações, ligações, combinações, referências do passado e projeções do futuro. É limitada unicamente pela riqueza das estruturas de memória que são ativadas. O significado do texto está conectado à relação do entre a informação e o estado da memória do receptor, seu conteúdo e os seus contextos. Na interpretação da informação o receptor fica liberado da intenção do emissor. Uma mesma informação pode ter diferentes significados para diferentes pessoas e para a mesma pessoa em diferentes tempos. Uma subestrutura de uma mesma informação pode ter múltiplos significados até mesmo para a mesma pessoa. No dizer de Barthes (14) :
"Assim se recicla o ser total da escrita: um texto é feito de escritas múltiplas, saídas de várias culturas e que entram umas com as outras em diálogo, em paródia e em contestação; mas há um lugar em que esta multiplicidade se reúne, e esse lugar não é o autor, como se tem dito até aqui, é o leitor: o leitor é o espaço exato em que se inscrevem, sem que nenhuma se perca, todas as citações de que uma escrita é feita; a unidade do texto não está em sua origem, mas no seu destino, mas este destino não pode ser pessoal: o leitor é um homem sem história, sem biografia, sem psicologia ......... para devolver à escrita, o seu devir é preciso inverter o seu mito. O nascimento do leitor tem que pagar-se com a morte do autor. "
Acredito que a elaboração da informação como sugerida pela Ciência Cognitiva pode trazer um maior entendimento de como se processa a transformação da informação em conhecimento. Talvez um rumor de como operacionalizar a transformação.
EM BUSCA DE EVIDÊNCIAS.
Foi com a intenção de lançar um olhar especulativo sobre a informação como matéria prima do conhecimento, que conduzimos a pesquisa, onde, procuramos estudar a interação de um receptor com uma estrutura de informação(15).
INDICADORES DE ASSIMILAÇÃO DE CONHECIMENTO - O questionário de opinião em três niveis
Esta sondagem inicial, complementa o entendimento do objeto estudado, mas independe do método e dos resultados apresentados posteriormente, que representam a parte principal desta pesquisa.
Com intenção de realizar uma sondagem exploratória, da opinião dos agentes do setor de informação sobre os possíveis mecanismos que poderiam influenciar a relação entre a informação e conhecimento enviamos um questionário estruturado a um grupo de 11 alunos de mestrado em ciência da informação, 20 professores ativos da pós-graduação da Área e 34 profissionais da área, prioritariamente dedicados a serviços operacionais. O questionário pedia que os respondentes associassem condições especificas com sua possível participação e importância no processo de transformação da informação em conhecimento.
O questionário, com perguntas preestabelecidas, mas com espaço livre para respostas, se divide em 4 partes a saber:
A - Condicionantes pessoais do usuário e a relação informação/ conhecimento;
B - Contexto informacional do usuário e a relação informação/ conhecimento;
C - Contexto do Documento e a relação Informação/ conhecimento;
D - Contexto de transferência da informação e a relação informação/ conhecimento.
Os dez itens mais importantes para diferentes categorias foram em ordem decrescente de valor :
Os dez itens mais importantes para diferentes categorias foram em ordem decrescente de valor : (clique para ver tabelas)
A primeira e mais significativa indicação deste levantamento é a diferente valorização de parâmetros muito semelhantes entre si. Indica ainda, uma forte vinculação de atividades acadêmicas nesta valorização; existe uma clara manifestação de que a percepção do grau de influencia dos indicadores, na relação entre informação/conhecimento, se modifica de acordo com o posicionamento do agente de informação: aluno de pós-graduação, trabalho como profissional de informação ou ser professor na área.
O que parece comprovar que a assimilação da informação se produz em um ponto imaginário do presente, mas com forte referencia ao passado informacional informacional do individuo e uma considerável perspectiva de sua atuação no futuro.
O questionário reforçou nossa pressuposição de que, o compreender é individualizado e se relaciona com as competências especificas do sujeito receptor, do seu contexto informacional, de sua convivência institucional no presente e de sua esperança e perspectiva do futuro. Tais condições em nada diferem do que já foi teoricamente assinalado por Arendt24.
O processamento do conhecimento por estimulo do texto
Na pesquisa principal e extensiva procuramos investigar como diferentes indivíduos, com condições lingüísticas, culturais e competências cognitivas semelhantes realizavam a assimilação da informação a partir de sua percepção do conteúdo de informação de artigos de periódicos especializados de seu contexto informacional. Trabalhamos com pesquisadores seniores das áreas de comunicação, física e informação tecnológica, os quais colocamos em interação com artigos de periódicos, em língua portuguesa, de volume semelhante e com publicação posterior a 1984.
Como resultado desta aproximação solicitamos aos três grupos de pesquisadores que nos indicassem, para cada texto, três produtos de conhecimento, expressos por meio de conceitos simples (unitermos), conceitos compostos . Possuindo assim uma fonte de informação e indicadores de conhecimento relacionado a esta fonte poderíamos proceder diversas análises que nos envolvessem com o objeto da pesquisa: qual o processo que levou à interpretação de um determinado conteúdo, como os produtos do conhecimento se manifestaram, para os diferentes pesquisadores atuando em diferentes áreas, como qualificar estes conceitos e suas relações em termos de recognição e evocação.
O material coletado corresponde, portanto, a três conjuntos de dez textos nas áreas de Comunicação, Física, e Informação Tecnológica. Evitamos os textos de Física em linguagem matemática , adotamos textos discursivos.
Cada texto foi considerado uma macroestrutura de informação, e foi apresentado em três microestruturas de informação correspondente ao título do artigo, ao seu resumo e ao texto completo do artigo. Na seleção destes artigos tivemos a assessoria de um especialista de cada área. Todos os procedimentos estão detalhados no anexo.
Os textos foram examinados por cinco pesquisadores para cada área estudada, estes analisaram para cada um dos dez textos as suas três microestruturas de informação. A fim de obtermos uma ação do tempo de memória e do volume de informação, analisamos separadamente as interações (16) do usuário com a microestrutura de informação ( primeiro o título, depois o resumo e finalmente o texto completo). Cada microestrutura foi levada ao pesquisador com um intervalo de pelo menos oito dias. Assim, cada texto gerou três interações, para cada microestrutura de informação - título do texto, seu resumo e o texto completo. Cada microestrutura (título, resumo, texto) foi levada ao pesquisador de cada área, fora de seu contexto, isto é, o título não continha qualquer elemento que o identificasse com o artigo, o resumo também e assim o texto completo, com a intenção de se observar em um ambiente controlado, como o acréscimo de informação e o tempo possa ter influído, nas condições de recognição e evocação dos conceitos.
Para tentar modelar esta realidade de representações da informação utilizamos o cubo do pensamento, da cognição de Guilford(17) , adaptado ao contexto da pesquisa, como nosso arquétipo do processo de transformação para o pensamento a partir do insumo de diferentes tipos de informação gerando diferentes formas de conhecimento.. Trata-se de um Cubo de três faces, onde em cada uma de suas células interatuam: os processos do pensamento e os conteúdos de informação, para gerar cada produto do conhecimento:
Cada uma destas interações gerou como resultado produtos do conhecimento, elaborados a partir da informação recebida pelo pesquisador da área, conforme indicado abaixo:
- conceitos simples, (conceitos), atribuído por cada pesquisador para cada microestrutura de informação (título, resumo e texto completo); Explo.: mídia, televisão, eletrônica;
- conceitos compostos, (relações e sistemas) conceitos relacionados uma ou mais vezes e atribuídos por cada pesquisador, também para cada microestrutura de informação; Explo.: mídia eletrônica ou ainda, importância da televisão como mídia eletrônica no Brasil;
Em anexo, mostramos para um texto de comunicação, um de física e de informação tecnológica, os conceitos simples e os conceitos compostos com sua freqüência, em uma contagem geral, para as três microestruturas consideradas. A base de dados que temos para análise e onde baseamos nossas primeiras conclusões é bastante extensa. As três áreas produziram cerca de 450 interações do leitor com cada uma das estrutura de informação. Cada interações gerou em média 14 produtos do conhecimento em forma de conceitos simples ou compostos.
EVIDENCIAS ENCONTRADAS NO RELACIONAMENTO DA INFORMAÇÃO COM O CONHECIMENTO
A interpretação do significado de um texto (18), que interatua com o leitor (19) para gerar conhecimento mostrou ter características muito próximas do modelo de pensamento cognitivo com que elaboramos nossas suposições teóricas. O fato é que, nas três áreas que estudamos os nossos pesquisados agiram através da recognição para evocar da memória unidades de pensamento sensíveis ao conteúdo de informação do texto.
Em uma análise geral e para as áreas consideradas os conceitos selecionados já permitiam distinguir uma diferenciação de estrutura e significação como a mostrada no quadro abaixo realizado a partir dos produtos de conhecimento (conceitos) resultante da interação dos respondentes da pesquisa com as microestruturas de informação:
O quadro 1 foi construído considerando os conceitos simples e compostos e a s relações de conexão dos conceitos compostos analisados .
Utilizamos no quadroo termo Conceito como sendo a menor unidade de uma estrutura significante, com condições representacionais; o mesmo que uma palavra; Pensamento Convergente : aquele que se direciona a uma cadeia de ligações precisa, determinada, convencional, pontual;Pensamento Divergente : caminha em diferentes direções como que pesquisando os meandros da elaboração do pensar.
Constatamos, ainda, em todos os textos, das três áreas, e para os dois tipos de produto do conhecimento, um modelo de pensamento convergente, ou seja, aquele no qual a recognição se direciona para uma cadeia de conceitos pontuais, convencionalmente ligados ao conteúdo explícito do texto. Em nosso exemplo na anexo, este procedimento corresponde aos conceitos simples e compostos, com uma freqüência de indicação dos leitores, maior que 1, informando que dois ou mais leitores indicaram aqueles conceitos como relevantes para exprimir o conteúdo de conhecimento do texto considerado.
Contudo, convivendo com este modelo convergente de pensar identificamos ainda, operando na interação texto-leitor, um fluxo de pensamento divergente, onde os meandros do pensamento se orientam para uma associação que é referenciada à aventura individual e simbólica de cada receptor. Suas vivências e suas projeções, suas condições de individualidade e suas competências simbólicas e cognitivas. Em nosso estudo experimental traduzidas pelos conceitos com freqüência igual a 1, aqueles que foram indicados só uma vez, particulares para apenas 1 leitor, um desvio cognitivo deste receptor da informação.
Verificamos, então, como uma manifestação constante para todos nossos dados, tanto para os conceitos simples como, para os conceitos compostos a existência de um grupo de conceitos convergentes com freqüência de indicação maior que 1. E um número considerável dos conceitos que representariam um fluxo de pensamento divergente com freqüência de indicação igual a 1, resultado do que chamamos desvio cognitivo do leitor. Embora para os conceitos compostos, que denotam já uma elaboração do pensamento, esta convergência de tenha sido menor.
As tabelas, que apresentamos a seguir mostram a distribuição dos conceitos simples e compostos, e a algumas de suas qualificações. Todos os valores são valores médios; média de todos os documentos de cada área estudada.
A tabela indica que apesar da área de comunicação os conceitos com freqüência de indicação maior que 1 são superiores, na média. Contudo há que se considerar , o fato não esperado , que foi a existência de um vasto numero de conceitos com freqüência de indicação igual a 1, resultado do que chamamos desvio cognitivo da subjetividade do receptor.
Os dados acima se referem ao total dos conceitos simples. Estes contudo, foram recolhidos a partir da interação do receptor com o titulo (T), o resumo, e o texto completo ( TX), de um mesmo documento. A tabela II nos mostra para os conceitos simples (unitermos) com freqüência maior que 1 ( f>1) a taxa de acréscimo ao total que foi realizada pelo T, R, TX :
A tabela indica, por exemplo, que 28 % dos conceitos simples de Comunicação, tiveram sua indicação a partir do titulo dos artigos considerados. A tabela mostra , ainda, que na recongição dos conceitos, quando houve uma concordância dos receptores, não foi a quantidade de informação apresentada que formou a decisão. Parece ter tido o destaque dos conceitos no titulo ou no resumo dos artigos.
A tabela III nos mostra para os conceitos simples (unitermos) com freqüência igual a 1 ( f = 1) a taxa de acréscimo ao total que foi realizada pelo T, R, TX foi :
Para os conceitos igual a 1 , aqueles escolhidos por uma única pessoa, a recognição se posiciona na individualidade do receptor e a adição de conceitos se localiza principalmente no texto completo, onde o terremoto de palavras insufla o pensamento divergente individual.
Finalmente na análise dos conceitos simples, a tabela IV abaixo procura mostrar um índice de dupla contagem; como os conceitos foram colhidos em três momentos e para três estruturas da mesma informação: titulo do artigo, seu resumo e o texto completo, procuramos indicar a taxa de repetição para cada uma das áreas :
A tabela IV , pretende indicar , por exemplo, que 14 % dos conceitos simples de comunicação, indicados por mais de uma pessoa se repetem ou no titulo, ou no
resumo ou no texto do documento , ou até mesmo nos três momentos. Para a mesma área indica que 33 % dos conceitos indicados por uma única pessoa se repetem da mesma forma.
É clara a informação da tabela ao mostrar, que os conceitos com freqüência igual a um , aqueles indicados por uma só pessoa, tem um índice de repetição, ou aparecimento, muito maior. Estão mais presentes na memória do receptor e são de mais forte recognição.
OS CONCEITOS COMPOSTOS
Os conceitos compostos representam uma juntam duas ou mais unidades de pensamento. Em relação ao aos conceitos simple, e nos limites desta pesquisa representam uma elaboração mental mais complexa, dentro do contexto de cada um dos dez textos estudados para cada área. A pesquisa com os leitores produziram cerca de 600 conceitos compostos nas três áreas consideradas, que estão distribuídos conforme o indicado na tabela V
Na tabela V duas condições dos conceitos compostos ficam explicitas: 1) pela natureza de sua formação os conceitos com freqüência maior que 1 são muito poucos; 2) pela mesma razão é abundante o aparecimento de conceitos compostos com autoria única. Ao se tornar mais complexa a elaboração do pensamento a individualidade do receptor aparece mais marcadamente na recuperação e união de associações retiradas da memória seja por um pensamento convergente ou divergente.
Assim pela própria configuração dessemelhante dos conceitos compostos alguns estudos que realizamos para os conceitos simples não puderam ser realizados. Tentamos, contudo, verificar o tipo de relação que unia os conceitos.
Ao associar,os os conceitos indicados por nossos respondentes para uma análise de seu relacionamento utilizamos as conectores relacionais de Jason Farradane. Ao examinar conceitos relacionados, Farradane, apresenta uma metodologia de análise com dois eixos ordenados onde o tempo mental e a percepção da clareza dos conceitos, interagem em três estágios de complexidade.
No eixo horizontal ou do tempo mental ou memória temos o primeiro estágio atemporal onde existe um reconhecimento da existência dos conceitos; no estágio temporal existe o entendimento da existência de dois conceitos e a possibilidade destes estarem constantemente juntos e no último estágio do tempo fixo existe a compreensão de que dois conceitos estão sempre juntos dentro de um determinado contexto.
No eixo vertical ou de percepção conceptual foi denominado de co-ocorrência , a situação em que dois conceitos estão juntos sem uma inter-relação explícita e formadora, no segundo nível os conceitos são indistintos quando existe alguma relação ou padrão de dependência; e finalmente são distintos quando existe um relacionamento explicito, onde cada conceito mantém, contudo, o seu padrão de clareza ou a sua independência. A partir destes dois eixos Farradane definiu nove tipos de relações entre conceitos dos quais estaremos utilizando somente seis. Os conectores de Farradane estão no quadro 2 e a tabela VI mostra para os documentos, com os quais trabalhamos o mapa de conexões.
Vale ressaltar , que a análise dos conectores dos conceitos compostos envolveu o julgamento de valor dos indexadores que realizaram o trabalho. A TABELA VI deve ser vista com esta restrição. Contudo alguns dados quantitativos e de pressuposição podem ser levantados. O numero total de relações é muito mais elevado em comunicação e informação tecnológica ,isto é ,ciência da informação: as duas áreas da campo das ciências humanas. Todos os conectores se localizaram na região de percepção conceptual denominada de co-ocorrência , onde se caracteriza a situação em que dois conceitos estão juntos sem uma inter-relação explícita e formadora.
Em relação ao tempo de memória todos os conectores se posicionaram em uma relação que vai do: tempo fixo ètempo temporário è tempo atemporal . As relações entre conceitos ou elaborações de uma consciência pensante se agregam por conceitos armazenados na memora fixa, decidida, de reflexão certa. Por outro lado, esta elaboração do pensamento preserva uma clareza conceitual própria da liberdade e individualidade do ser pensante.
Vale lembrar mais uma vez que não estamos analisando as palavras do documento mais sim a interpretação ou a significação do documento pelo indivíduo.
Os vestígios de que a Informação é mediadora do conhecimento:
Apesar de ser conceitualmente esperado foi uma surpresa encontrarmos nos dados coletados, um desvio cognitivo do receptor com tanta força de manifestação. Este desvio é apresentado aqui como, freqüências de evocação de conceitos igual a 1, com só uma indicação. Esta revelação mostrou-se tanto para os conceitos simples como para os conceitos compostos ou relacionados, quando existe, também uma elaboração do pensamento. Nota-se ainda que quanto mais livre ou menos formal o subcódigo da comunidade lingüística considerada maior foi a fluência de conceitos ou a atuação de um pensar divergente. Quanto mais formal o subcódigo maior, será a concordância nos atributos explícitos de um pensamento convergente.
Neste estágio, acredito que poderíamos indicar que ao relacionar-se com uma estrutura de informação um receptor realiza reflexões e interações que lhe permitem evocar conceitos que se relacionam explicitamente com a informação recebida; mas mostra, também aspectos de um pensamento que é seduzido por condições quase ocultas, silenciosas de um meditar próprio de sua privacidade. Tais aspectos poderiam estar relacionados com :
a) contexto do texto, enquanto estrutura de informação;
b) contexto particular do sujeito, no tempo e no espaço de interação com o texto; desvio cognitivo da privacidade do receptor.
c) estoque de informação do sujeito; qualidade da memória do leitor no contexto do texto;
d) competência simbólica do receptor em relação ao sub-código lingüístico na qual o texto se insere;
e) contexto físico e cultural do sujeito que interpreta o texto.
Tais rumores na elaboração do pensamento nos levam a colocar a hipotese de que, o conhecimento é uma função de um fluxo de processos explícitos do pensamento e de um conjunto de manifestações tácitas que se relacionam a solidão fundamental de cada indivíduo. Esta proposição, que acredito seja válida para todas as estruturas de informação poderá influir na compreensão da transformação da informação em do conhecimento (20):
Considero, então, que no processo de conhecer lidamos com condições explícitas e condições tácitas para a interpretação de uma estrutura de informação. As condições tácitas possuem um vigor em sua manifestação e necessitam ser consideradas particularmente nas questões gerenciamento dos agregados de informação, principalmente nas suas estratégias de transferência e nos procedimentos e instrumentos da organização da informação.
As circunstâncias de elaboração e reflexão de indicadores de metaconhecimento ou núcleos de dados para indexação ao não considerarem este tipo de manifestação do receptor da informação, não revelam todas as qualidades da realidade de uma interação do usuário com uma estrutura de informação.
Na indexação automática e conseqüentemente nos instrumento de busca automática (robots de pesquisa da internet) há que se refletir sobre a qualidade das palavras que aparecem com freqüência de contagem igual a um; como agrega-las à representação de conteúdo do documento para uma possibilitar na recuperação um possível desvio cognitivo do receptor. Talvez uma expectativa fosse considerar o relacionamento básico das palavras. Considerar os relacionamentos onde, a co-ocorrência de dois conceitos seja histórica. Assim se desenvolvimento for uma palavra com freqüência maior que um e candidata a ser selecionada para indexação ou procura em um estoque suas co-ocorêencias históricas, como o conceito: econômico, deveriam ser consideradas, com maior vigor ainda , se aparecem no texto com freqüência igual a um.
A construção de estruturas de informação em hipertexto não podem ser formalizadas, classificadas indexadas em esquemas rígidos, mesmo que, se considerem as particularidades da comunidade lingüística e informacional e os desvios de um pensamento divergente dos habitantes deste grupo específico.
Uma escrita em hipertexto é livre para o encadeamento dos sonhos de caminhar do autor e desta forma livre das ideologias dos controladores de formatos padrão. O leitor deve percorrer os caminhos de sua interpretação individual livre também das amarras dos controladores da informação. Individualidades divergentes que no ato da leitura se separam para sempre.
Estas são as aplicações mais diretas e praticas , que vislumbramos em uma aproximação inicial do resultado de nossa pesquisa.
Finalmente é notável, que como um sussurro a informação possa estar buscando suas explicações conceituais em elementos teóricos da própria tecnologia, que tanto modificou as suas práticas.
CONCEITOS SIMPLES E COMPOSTOS
A - COMUNICAÇÃO - RESUMO DO TEXTO
BENTES, Ivana. ESTÉTICAS DA VIOLÊNCIA. Comunicação e Politica,
Rio de Janeiro, v.2, n.4, p. 125-134,1991.
RESUMO: Investiga quatro momentos decisivos da estética da violência no cinema, na literatura e nas artes plásticas no Brasil: 1) o relato da barbárie do positivismo brasileiro por Euclides da Cunha em Os Sertões; 2) a violência transformadora de Glauber Rocha, com sua ênfase no martírio revolucionário; 3) a romantização da violência da marginalidade urbana; 4) a violência niilista e implacável de personagens desterritorializados a partir dos anos 80.
B - FÍSICA : RESUMO DO TEXTO
FERREIRA, G.F.L.. CONSIDERAÇÕES ELEMENTARES SOBRE A TENSÃO SUPERFICIAL, Revista Brasileira de física, São Paulo, v 11, n 2, p. 459-464, 1981
As explicações dadas na maioria dos textos de Física para justificar o aparecimento da tensão superficial nos líquidos, são, na opinião do autor, insatisfatórias tanto porque focalizam exclusivamente as interações normais à superfície dos líquidos, como também misturam no mesmo saco, considerações de força e energia. Relembra-se usando a teoria de Laplace como comentada por Lord Rayleigh, que a tensão superficial advém de um déficit da força de coesão, tangente à superfície, devido a ausência de liquido (acima da superfície).
C - INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA - RESUMO DO TEXTO :
GOODRICH, Robert Stuart. MONITORAÇÃO DO AMBIENTE EXTERNO: UMA NECESSIDADE PARA AS ORGANIZAÇÕES TECNOLÓGICAS. Revista de Administração de Empresas, Rio de Janeiro, v. 27 , n 1, p. 5-10, 1987.
Resumo: Vários sinais evidentes no mundo de hoje indicam que a organização moderna, funcionando na fronteira da tecnologia, não pode mais confiar em métodos intuitivos e não sistemáticos de agrupar e analisar informação necessária para o gerenciamento estratégico de suas operações. Enquanto os padrões de sinais que levam a esta conclusão estão se tornando mais evidentes todos os dias, a resposta organizacional a este desafio ainda é altamente irregular e freqüentemente irracional. A grande maioria das organizações só pratica a forma não estruturada de observação
( Monitoração Parforâmica Informal ), para monitorar seu ambiente externo. A recente onda de atividades em empresas tecnológicas, institutos de P&D e órgãos governamentais, para melhor acompanhar as mudanças bruscas e rápidas em seu ambiente externo, é indicativa da crescente tendência de se praticarem formas mais sofisticadas de MA. O objetivo deste trabalho foi o de desenvolver a conceituação do processo de MA dentro do contexto de planejamento estratégico e indicar, com base em uma revisão da literatura e na experiência do autor, como esta atividade pode ser estruturada dentro da organização. Devido à ampla gama de variáveis organizacionais influenciando o desenvolvimento de um sistema de MA, apenas diretrizes gerais puderam ser apresentadas. Entretanto, espera-se que este material venha a ajudar organizações interessadas a entenderem as opções disponíveis e derivarem uma solução compatível com suas atividades e recursos.
Notas
1 Essência - ação com vigor de propósitos .
2 Rumor - sussurro, murmúrio, segredo, ruido tênue ou brando, segredo, ocultamento, informação, revelação, latente e não manifesto, maledicência, boato.
3 A Pesquisa referenciada foi realizada com o apoio do fomento do CNPq.
4 Barreto, A. A Questão da Informação, São Paulo em Perspectiva, v. 8, n. 4 ,1994, p. 3-8, Fundação Seade, São Paulo.
5 (in)tenção - significando direção e a tenção existente entre as condições da informação e as competências individuais do receptor.
6 Jakobson, R. , Linguística e Comunicação , Cultrix, São Paulo, 1993 - Coletânea de trechos selecionados de Roman Jacobson.
7 Ricoeur, P. , Teoria da Interpretação , Edições 70, 1976, Lisboa. Mais que uma citação a inspiracão para estes paragrafos partiram da obra indicada.
8 Wittgenstein, L. , Zettel (Fichas) , Edições 70, Lisboa, 1981 Ficha 717.
9 Simon, H. , Literary Criticism: A Cognitive Approach, Stanford Humanities Review, V. 4 N. 1,
10 intenção: é a propriedade que direciona para o ato de entendimento, o vigor que dirige a ação. Implica em causalidade, mas não necessariamente em vontade deliberada ou uma premeditação consciente. Contudo, indica uma direção (in), e uma tenção na harmonização de diferentes competências existindo em mundos diferentes.
11 evocar: chamar de algum lugar, transferir de um local para outro, trazer à lembrança.
12 recognição: reconhecimento, acessa o significado e toda a informação a ele associada.
13 Conceito : menor unidade com que se labora o pensamento; unidades simbólicas de menor complexidade e que possuem propriedades causais e representacionais.
14 Barthes, R. , A morte do autor , em O Rumor da Língua, Edições 70, Lisboa, 1987.
15 Para uma explanação detalhada da metodologia, consulte o projeto
16 Cada interação do pesquisador com uma microestrutura foi realizada com uma entrevista estruturada que foi registrada em um formulário apropriado e padronizado para as três áreas.
17 Guilford,J.P. , Three Faces of Intellect, Americam Psychologist, v. 14 , n. 8, 1959.
18 usado com o sentido de uma estrutura de informação.
19 usado como receptor e vice-versa.
20 Método utilisado por Jason Farradane em sua indexação relacional. Farradane, J. , Relational Indexing. Part 1, Journal of Information Science, n. 1 , (1980), 267-276, 1980.
BIBLIOGRAFIA
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2 Farradane, J., The Nature of Information, Journal of Information Science, v 1 , n 3, 1979
3 Farradane, J., Knowlwdge, Information and information Science,Journal of Information Science,v2,n2,1980
4 Barreto A de A , A Informação e a transferência de Tecnologia, SENAI/Ibict, Brasilia, 1992
5 Barreto A de A , A Transfência de Informação, o Desenvolvimento Tecnológico e a Produção de Conhecimento, IBICT/ECO, 1993 ( Relatório Apresentado ao CNPq)
6 Barreto, A de A , A Informação e o Cotidiano Urbano, IBICT/ECO, 1991 (Relatório apresntado ao CNPq)
7 Luninn L F (Ed), Perspectives in Knowledge Utilization, Jasis (Special Issue), v44, n4,1993
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9 Habermas, J , Conhecimento e Interesse, Guanabara, Rio, 1987
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