EDUCANDO O CIDADÃO DO SÉCULO XXI

em Educação na Sociedade de Informação
Diana Carew
Grupo de Soluções para a Educação
Microsoft Corporation

1 -A ERA DA INFORMAÇÃO  E A EDUCAÇÃO
A velocidade da mudança tem se tornado uma característica marcante na era da informação1 em que vivemos. O impacto sócio-econômico desta mudança é global e superabrangente — conectando pessoas, famílias, e comunidades locais de outros modos, enquanto que, ao mesmo tempo, está aumentando a conexão global de todos nós.
A primeira parte do século XX viu uma mudança fundamental com a troca da economia predominantemente agrícola para uma economia de manufatura. O advento do PC e da Internet mudaram rapidamente a economia industrial para a predominância do comércio e tarefas de escritório com a era da informação. Essas trocas tiveram enorme impacto na natureza da vida cotidiana, na economia, e no trabalho. Apesar destas mudanças, nossos sistemas de educação continuam os mesmos.
A atual arquitetura da educação foi criada no final do último século, quando 90% da população deixava a escola depois da oitava série e quando a revolução industrial começou a substituir uma economia baseada na agricultura.2 Cem anos atrás, “os três Rs (reduzir,reutilizar e reciclar)” serviam bem para que se pudesse manter uma família e ser um cidadão ativo. Com o aumento da manufatura, somado às habilidades básicas, empregadores buscavam trabalhadores que pudessem desempenhar uma tarefa repetida e perfeitamente e que não excedesse os limites máximos ou mínimos da especificação industrial. Atualmente, os negócios do século XXI buscam empregados que possam resolver problemas, comunicar-se bem, e engajar-se nas tomadas de decisões em andamento, baseadas em habilidades de pensamento crítico e no entendimento de sistemas complexos.
Na era da informação, conhecimento é um diferencial na crescente sociedade instruída, precisando de cada vez mais educação e aprendizado continuado. Os 3Rs não são mais suficientes. Hoje, todo cidadão precisa ter acesso à educação corrente e atual para participar completamente da era da informação e perceber seu potencial para eliminar limitações e criar oportunidades.
Uma Nação em Risco, publicado em 1983, provocou esforços de reforma educacional abrangendo todo o país (EUA). Vinte anos depois, o impacto da ciência, tecnologia e globalização vem pedindo uma reforma ainda maior. Esta reforma é especialmente necessária por seu impacto onipresente na sociedade, porque empregadores estão buscando habilidades que faltam, e porque a economia precisa de uma nova leva de competências de trabalho. Empregadores indicam que apenas as habilidades técnicas não são mais suficientes.3 Quais são os requisitos de educação para o cidadão do século XXI? O que mudou? O que deve ser mudado? O que precisa permanecer igual?
A chamada para a mudança educacional e para um programa para dirigir um conjunto de habilidades do século XXI está sendo feita por educadores, por quem faz as regras, pela indústria, pais, e por aprendizes de todas as idades. Além dos nossos programas corporativos e esforços, a Microsoft tem o privilégio de participar de comissões nacionais e parcerias para direcionar estas questões constrangedoras para o aprendiz do século XXI. O que se segue irá referenciar algumas das investigações e resultados destas parcerias: cada uma formada com o objetivo de manter o ensino relevante para aprendizes de todas as idades ao alavancar as ferramentas de nosso tempo. Modelos de ensino e aprendizagem de nossos clientes acadêmicos e aprendizagem-chave do Grupo de Soluções em Educação da Microsoft também estão incluídos neste trabalho.
Cada período da história é definido pelas ferramentas que existem e pelas maneiras como essas ferramentas são usadas. A transição para um novo século nos dá uma pausa para definir como o aprendizado — e talvez o aprendiz — tem mudado, e que novas ferramentas nos possibilitam trazer o melhor que podemos oferecer para educar nosso mundo. Este trabalho é o primeiro de uma série que irá examinar as mudanças no aprendizado e o ambiente que melhor apóia os aprendizes ao oferecer-lhes uma nova visão para viver, aprender, e trabalhar para a vida.
1Oblinger, Diana; Verville, Anne-Lee, What Business Wants from Higher Education, 1998.
2 O’Banion, Dr. Terry, A Learning College for the 21st Century, 1997, p. 8
3 Bouncing Back, Information Technology Association of America (ITAA), May, 2002

2- PERFIL  DO ESTUDANTE
O perfil do que chamamos de estudante está evoluindo constantemente. Uma vez definida como “idade escolar” de 5 a 24 anos, o estudante “tradicional” ia à escola em período integral. Na graduação, o acesso a mais educação tornou-se difícil ao assumir responsabilidades de trabalho, família, e compromissos de adulto. Na década passada, o PC e a Internet transformaram o acesso que os adultos têm às oportunidades educacionais, “tornando-as possíveis para mais indivíduos que nunca ao acessar conhecimento e aprender de novas e diferentes maneiras”.1
A Internet expandiu o acesso à informação, tirando a dependência tanto do professor como do estudante de um limitado alcance às fontes de informação. A educação não está mais determinada pelos limites do professor, dos livros de textos, ou pelos livros de referência da biblioteca da escola. A educação está limitada somente ao interesse do estudante. Esses novos modelos de aprendizagem possibilitam ao professor agir como um facilitador do aprendizado, um mentor, e guiar o estudante através de assuntos que não exijam que o estudante passe um número de horas pré-estabelecido na sala de aula. A Internet agora traz acesso às bibliotecas do mundo para escolas e residências remotas. A tecnologia acelerou o crescimento e expandiu a definição do perfil do estudante “não-tradicional”.
Novos modelos de aprendizado têm também emergido com o crescimento do número de escolas domésticas e escolas de currículo livre. Alternativas de aprendizado não-tradicional estão crescendo em popularidade, possibilitando a mais estudantes de hoje, de qualquer idade, a oportunidade de desenvolver experiências de aprendizado mais personalizadas e ligadas aos seus objetivos de aprendizagem individuais e a seus estilos de vida.
3 -INCLUSÃO DIGITAL
Todos nós reconhecemos que o acesso à tecnologia não é distribuído igualmente. Ainda existe uma disparidade entre aqueles que têm a possibilidade do digital e aqueles que não a têm. Somente 31% dos estudantes aproveitam o acesso à Internet em casa. 56% dos estudantes nos Estados Unidos têm acesso à Internet na escola.2
Mas não é somente o acesso à tecnologia que é importante na criação de um mundo de inclusos digitais. Mais importante é a aquisição de “aptidão literária digital” — o conhecimento e habilidades necessários ao uso destas tecnologias e a habilidade de se adaptar ao rápido compasso de suas mudanças que são a indicação de qualidade e legitimidade de seu desenvolvimento corrente. O entendimento de como estas tecnologias trabalham e a construção deste conhecimento para a adaptação de artifícios mais novos fornecem as oportunidades de sucesso nos locais de trabalho e de participar ativamente da sociedade.
Judy West, uma autora baseada em Dallas, consultora, e especialista em recrutamento via Internet, indicou em artigo recente3 que trabalhadores que não têm Internet nem conhecimento da tecnologia são “equivalentes aos imigrantes chegando ao porto de Nova York pela primeira vez. Os imigrantes que fizeram o investimento em aprender como falar, ler, e escrever inglês fluentemente conseguiram os trabalhos mais bem remunerados. Aqueles que aprenderam somente como falar inglês conseguiram trabalhos de medianos a mal-remunerados, e aqueles que não aprenderam inglês de jeito nenhum conseguiram trabalhos braçais, de cavar valas, e outros trabalhos mal-remunerados”.
A habilidade de acessar, usar e se adaptar às ferramentas de nosso tempo está se tornando um conjunto de práticas necessárias para o sucesso acadêmico e profissional. Muitas escolas estão tentando integrar habilidades computacionais nas salas de aula atualmente, e John Bailey, Diretor do Departamento de Tecnologia Instrutiva do Escritório de Educação dos Estados Unidos, indicou que a tecnologia será essencial para implementar os requisitos do Ato Nenhuma Criança Deixada Para Trás do Presidente Bush.4 A inclusão digital é imperativa para todos os cidadãos do século XXI.
1 The Power of the Internet for Learning, Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos; Prefácio do Senador Bob Kerrey, relator, e do deputado Johnny Isakson, vice-relator, Dezembro de 2000
2 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 26
3 Enbysk, Monte, artigo da revista bCentral, Tech Skills the Ticket to Best Jobs, 2002.
4 eSchool News, Setembro de 2002
5 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 27
6 Ronnkvist, Dexter e Anderson. Op. cit., nota de fim 17, p. 5
7 Microsoft Accessibility,
8 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 30






4- APRENDIZADO INICIAL — NOVOS MODELOS DE APRENDIZADO PARA ESTUDANTES DE 6 A 12 ANOS
Importantes alterações demográficas estão acontecendo no setor de 6 a 12 anos de idade ressaltadas pelo tamanho e escopo da população estudantil tradicional e o ambiente cultural e de aprendizado em mudança. Considere:
- Matrículas em escolas primárias e secundárias crescerão para 2.2 milhões de estudantes nos próximos 10 anos (de 53.5 milhões em 2002 para aproximadamente 55.7 milhões em 2012).1
- As populações estudantis nas escolas de ensino fundamental e médio estão se tornando cada vez mais diversificadas em etnia.2
- O número de graduados cresceu da marca de 2.5 milhões em 1991–92 para aproximadamente 2.9 milhões no ano escolar de 2001–02.3
Escolas domiciliares estão em alta (alta de 4.000% em período de 20 anos).4
Mais de 2.300 escolas públicas de currículo livre servem a mais de 500.000 estudantes nos Estados Unidos (Agosto 2001).5
O número de estudantes preenchendo o canal educacional está crescendo. E estes estudantes são diferenciados das gerações anteriores por sua exposição cultural diversificada, influência da mídia global, e familiaridade com tecnologias digitais. Enquanto a tecnologia vem impactando todas as gerações, a nova geração “do milênio” está exposta à rápida comunicação global e veículos de entretenimento, tais como jogos on-line, e tem adotado ferramentas que lhe dão acesso instantâneo à informação, a suas famílias, e uns aos outros.
5- A GERAÇÃO DO MILÊNIO
A geração do milênio é definida por aqueles nascidos depois de 1982. Como pré-escolares, eles conheceram telefones celulares, pagers, e PCs — e para alguns, entrar para a escola significa voltar ao tempo dos quadros negros e retroprojetores como se fossem atuais. Precisamos apenas ir ao shopping center local para ver como a juventude adotou as novas tecnologias para interagir uns com os outros e obter informação. Como resultado do acesso à tecnologia em quase todos os aspectos de suas vidas, os estudantes podem sentir que são mais experientes em Internet que seus professores. Eles usam a Internet para a escola, trabalho, e lazer, e freqüentemente têm a percepção que o uso da tecnologia nas escolas é inadequado.6
Considere:
• 41% usam e-mail e mensagens instantâneas para entrar em contato com professores ou colegas de escola sobre suas tarefas de casa.
• 81% usam e-mail para ficar em contato com amigos e parentes.
• Uma pequena maioria (56%) prefere a Internet ao telefone.7
• Jogos são a forma favorita de recreação:
- 30 milhões de jogos para computador vendidos em 2002.8
- Jogos on-line devem crescer seis vezes até 2007 alcançando 13 milhões de assinantes.9
Imagine o poder do interesse deste estudante em tecnologia e o potencial para desenvolver sua educação como conseqüência de seu comportamento. 140.000 estudantes de 200 países, por exemplo, são participantes ávidos de TakingITGlobal (TIG) (Entendendo a TI Global)10 — uma organização internacional dirigida por jovens, apoderados pela tecnologia, colaborando em projetos de aprendizado concretos que lidam com desafios tão globais como poluição da água, comportamento político adequado, e reabilitação de criminosos.
Armar-se desta paixão pela tecnologia e aplicá-la ao aprendizado irá, como disse Bill Gates em The Road Ahead (A Via à Frente), dar poder às pessoas de todas as idades, tanto dentro como fora da sala de aula, para aprender com mais facilidade, prazer e sucesso como jamais visto. O propósito básico do PC — gerenciar informação para apoiar o pensamento — alinha-se sobremaneira à missão de instituições educacionais. “Aprimorar a educação é o melhor investimento que podemos fazer porque os benefícios fluem para todas as partes da sociedade”.11
1 National Center for Education Statistics, Mini-Digest of Statistics 2002, p. 10
2 National Center for Education Statistics, Mini-Digest of Statistics 2002, p. 13
3 National Center for Education Statistics, Mini-Digest of Statistics 2002, p. 39
4 Fox News Report, contribuintes: Trace Gallagher e Samantha Jonas, 19 de Maio de 2003
5 Comissão Educacional dos Estados, Agosto de 2001. (Relatório do NEA)
6 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 3
7 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 4
8 Smith, Erika D., Beacon Journal, 1° de Junho de 2003, referências: Screen Digest Research
9 Price Waterhouse Coopers Entertainment and Media Outlook 2003–2007. Silicon Valley News, Multimedia/Internet News, 12 de Junho de 2003.
10 TakingITGlobal
11 Gates, Bill, A Estrada do Futuro, p. 208 (edição americana)









 
6 -EDUCAÇÃO PÓS-ENSINO MÉDIO E A ELEVAÇÃO DO ESTUDANTE NÃO-TRADICIONAL
Demógrafos pintam um quadro de drástica mudança nos estudantes de faculdades de hoje. Pressões econômicas de trabalho estão forçando os estudantes a mudar seu modo de procurar por aprendizado mais elevado. Com os novos modelos de aprendizado e veículos de acesso, trabalhadores adultos agora são capazes de seguir a educação formal como nunca puderam antes. Guiada pelo desejo de crescimento pessoal e profissional, a geração dos que estão entre 26 e 44 anos de idade e seus pais aposentados estão tirando proveito do novo acesso à educação junto com suas crianças. Os estudantes pós-ensino médio de hoje são caracterizados aqui como tradicionais e não-tradicionais, cada um perseguindo seus próprios objetivos pessoais de educação:
Estudantes de faculdade tradicionais continuam diretamente sua educação pós-ensino médio dentro de um ou dois anos de graduação do ensino médio e participam das aulas em tempo integral. Eles geralmente ficam no faixa etária dos 18 aos 24 anos e nasceram após a introdução do PC — muitos também são considerados como a Geração do Milênio. Neste grupo:
• 20% começou a usar um computador entre os 5 e 8 anos de idade.
• Quase todos usaram um computador quando tinham de 16 a 18 anos.
• 84% possuem um computador; 25% possuem mais de um.
• Estudantes passam uma média de 11 horas por semana on-line.1
• Uma mudança fundamental na última década de educação mais elevada foi a integração da tecnologia para apoiar a instrução. Por exemplo:
- 70% das aulas de faculdade usam e-mail contra 20% em 1995.
- 50% dos cursos de faculdade usam fontes baseadas na Internet contra 11% em 1995.
- 35% dos cursos de faculdade têm uma página Web contra 9% em 1996.2
Naquele tempo, algumas instituições de ensino superior começaram a pedir que seus estudantes tivessem um PC ou um laptop. Essa mudança possibilita o acesso 24 horas por dia, sete dias por semana, para que estudantes façam pesquisas, comuniquem-se por e-mail com professores, e completem seus trabalhos de curso sem esperar por um PC disponível durante as horas que o laboratório fica aberto.
A experiência do aprendizado para os estudantes tradicionais na era da informação dá acesso global às pesquisas da informação e aos centros de conhecimento mundiais, onde os laboratórios do aprendizado e bibliotecas nunca fecham. Os estudantes estão acrescentando ferramentas de aprendizado modernas como a Internet, aplicações de software, e multimídia para seu conjunto de habilidades de aprendizado, entendendo quando e como usá-los, e sendo capazes de selecionar a ferramenta correta para a tarefa.
Mas a mudança mais notável no ensino superior foi a elevação do estudante não-tradicional, que agora tem acesso ao aprendizado não disponível em salas de aula e programas tradicionais. A fome de aprender dos adultos é demonstrada por dados do Centro Nacional para Estatísticas de Educação - National Center for Education Statistics (NCES):
Em 1999–2000, 73% de todos os estudantes não-graduados eram de alguma forma “não-tradicionais”.3
Um maior número de estudantes está acima dos 25 anos de idade.4
Estimava-se que 77 milhões de adultos (acima de 24 anos) estavam fazendo cursos pós-ensino médio em 1999 (o segmento de crescimento mais rápido no ensino superior).5
Somente 16% dos estudantes de faculdade atendiam o perfil tradicional de idades variando entre 18–22 anos, estudando em período integral e morando no campus em 1999.6
Programas de aprendizado de adultos e de educação continuada estão crescendo em instituições com cursos de dois e quatro anos de duração que agora proporcionam trabalho, horários para se cuidar de crianças, e para os compromissos dos estudantes adultos. A Associação Americana de Faculdades de Comunidade - American Association of Community Colleges (AACC) reporta:
• 49% de seus 10.4 milhões de estudantes são de cursos de educação continuada.
• 28% dos estudantes de faculdade tiram seus diplomas de bacharel.
• A idade média dos estudantes de faculdade nos Estados Unidos é de 29 anos.
A tecnologia tem sido uma contribuição para a elevação do estudante não-tradicional, fornecendo acesso e flexibilidade até agora desconhecidos para adultos aprendizes. Desde que o governo instituiu o GI Bill nos anos 1940, as faculdades não viam tão drástica mudança em sua população estudantil.
Com este nível de interesse por parte dos aprendizes adultos para o desenvolvimento de carreiras, educadores e indústrias locais têm uma importante oportunidade de conectar educação e habilidades para as demandas de emprego. A Universidade Britânica Aberta - British Open University – é um exemplo de como as escolas podem agora esticar as suas dependências educacionais para superar distâncias e tempo. Esta mudança fundamental tem o potencial excitante de entregar mais oportunidades de aprendizado a mais pessoas, proporcionando cidadãos globais mais instruídos.
 
1 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 4
2 Green, Kenneth C., Campus computing 2002, 13° Relatório Nacional de Computação e TI na Educação Superior Norte-americana, p. 9
3 National Center for Education Statistics, Special Analysis 2002: Nontraditional Undergraduates, acessado online em 29 de Maio de 2003
4 Oblinger, Diana, Boomers, Gen-Xers, and Millennials: Understanding the New Students, p. 2
5 Levine, Arthur. The Remaking of the American University. Apresentação feita na Blackboard Summit. Washington, D.C., Março de 2000.
6 Partnership for 21st Century Skills Report. Learning for the 21st Century, Junho de 2003, p. 16




 
7- EDUCANDO A FORÇA DE TRABALHO DO SÉCULO XXI
Considerando as tendências sócio-econômicas, a tecnologia, e os requisitos necessários para o aprendizado, existe uma demanda para uma reforma educacional que inclua um conjunto de experiências educacionais para estudantes voltados para as necessidades do emprego. Abastecida pela economia e pela diminuição do quadro de funcionários das empresas, a demanda por reformas colocaria um foco mais forte na preparação para carreiras em todos os níveis da educação.
No momento em que 85% das profissões atuais precisam de educação além do ensino médio (65% em 1991),1 é fundamental considerar-se os representantes e desenvolver-se a educação enquanto se ultrapassa a lacuna para habilidades empregatícias através da cooperação e da força da educação, dos negócios, do governo, e dos estudantes.
Na era da informação, a demanda para habilidades manuais está em declínio. A fatia de profissões de manufatura contra o número total de empregos tinha a estimativa de cair de 13% em 2000 para 11% em 2001.2 Isto significa que instituições de educação devem preencher a força de trabalho americana com trabalhadores instruídos que possam atender às demandas de nossa economia da informação. Assim como as escolas se adaptaram para atender às necessidades uma sociedade agrícola e da Guerra Fria, uma vez mais, as escolas devem mudar para acomodar a explosão da tecnologia da informação e seu impacto na força de trabalho e na nossa cultura.
8 -HABILIDADES DE VIDA
Mas educação e habilidades técnicas não são suficientes. A efetividade da maioria dos trabalhadores instruídos fica diminuída se eles não tiverem as habilidades “suaves” para trabalhar com outros efetivamente. Em um grupo de empregados com habilidades empregatícias para novos recrutamentos, as habilidades interpessoais foram mais importantes.3 Tais atributos, como valores, habilidade de trabalhar sem supervisão, e trabalho em equipe, são exemplos destas habilidades. Está claro que a educação ligada a objetivos empregatícios devem incluir o desenvolvimento das habilidades interpessoais como parte do âmago das competências do aprendizado.
1 Relatório da Comissão de Educação Baseada em Web para o Presidente e o Congresso dos Estados Unidos, Dezembro de 2000, p. 4
2 Bureau of Labor Statistics, BLS Releases 2000–2010 Employment Projections, acessado online em 29 de Maio de 2003
3 Relatório do ITAA, When Can You Start?, Abril de 2001

 
9 -O Cidadão Global do Século XXI
Aprendizado, instrução e habilidades são a moeda necessária para se ser um cidadão contribuinte atualmente. A habilidade de se comunicar, ter acesso à informação,e completar transações diárias com ferramentas comumente utilizadas e com habilidades aumentam as habilidades de se ser um participante ativo na vida atual.
Por falta de habilidades do século XXI, indivíduos estão atrasados tentando ter acesso a ofertas de emprego on-line ou candidatar-se a uma vaga on-line, reduzindo suas opções de emprego. Eles podem perder as economias oferecidas pelas compras via Internet e o banco on-line, colocando mais de seus ganhos em serviços que em seu sustento ou poupança. Podem desconhecer a conveniência de preencher seu imposto de renda de forma digital e de verificar sua taxa de crédito on-line, reduzindo o acesso a um reembolso na hora certa ou à habilidade de preservar seu perfil de compras. Também podem perder a oportunidade de ter acesso on-line ao aprendizado após longo tempo para conquistar mais educação, limitando sua habilidade de avançar em sua profissão por causa de seu horário de trabalho. Sem a educação apropriada, cidadãos carecem de conhecimento e habilidades para usar as ferramentas de nosso tempo e, como conseqüência, sofrem com a exclusão.
Também insistimos que educação mais elevada deveria ter o objetivo final de preparar para a vida, incluindo o preparo para o trabalho. A sobrevivência e a habilidade de prosperar direcionaram amarras à habilidade de criar um modo de vida. Trabalho é uma parte necessária da vida e educação é uma parte necessária do trabalho. Os resultados da Parceria para Habilidades do Século XXI, CCTI, e outros programas apóiam estas importantes ligações entre educadores e indústria; entre educação e trabalho.
Acreditamos que todos os cidadãos deveriam ter acesso igualitário à educação significativa para transformar suas vidas e beneficiar-se das oportunidades iguais que a educação possibilita. Encorajamos educadores, líderes de indústria e do governo a trabalhar juntos para explorar novas maneiras de assegurar igualdade educacional para todos os cidadãos do século XXI.
Enquanto o aprendizado mudou para os estudantes neste novo século, estamos encorajados pela oportunidade ilimitada apresentada em toda nossa vida. Barreiras para o aprendizado estão sendo removidas para todas as idades, grupos étnicos, localizações geográficas, e estilos de aprendizado. Importantes alianças estão sendo formadas entre educadores, indústria, e os que fazem as regras, com o objetivo de aprimorar a educação de uma maneira somatória. Somos todos participantes no desenvolvimento do aprendizado que nasce dos objetivos individuais de vida para melhor preparar e educar cada cidadão do século XXI.
Este relatório inicia uma série para provocar novos pensamentos sobre o aprendizado do século XXI. Nunca antes que nesta era da informação a educação foi tão importante ou transformadora — para as vidas dos indivíduos, famílias, comunidades, nações, e seus cidadãos globais..
Diana Carew
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