- Início
- Sobre
- Módulos
- Andragogia (28)
- Aprendizagem Organizacional (18)
- Aula Expositiva (41)
- Avaliação da Aprendizagem (96)
- Avaliação de Programas e Instituições (18)
- Avaliação do Professor (39)
- Capacitação de Professores (126)
- Coletando Informações via Internet (10)
- Construtivismo (44)
- Cérebro e Aprendizagem (164)
- Educação na Sociedade de Informação (106)
- Ensino a Distância (146)
- Ensino e Aprendizagem (139)
- Ensino não Diretivo (22)
- Metodologia da Pesquisa (202)
- Métodos Grupais (64)
- Métodos de Ensino (52)
- Pesquisando Bibliografia via Internet (73)
- Planejamento Acadêmico (61)
- Qualidade no Ensino Superior (32)
- Tecnologia Instrucional (136)
- Universidade no Brasil (109)
- Sugestões/Críticas e etc.
em Educação na Sociedade de Informação
|
Educação no País do futuro
Rogério Machado * http://www.timaster.com.br/qc.asp?url=310
No século XIX, as sucessivas melhorias introduzidas pelas indústrias, em particular pela indústria têxtil, levaram centenas de firmas à falência. Seus modelos de negócios não estavam ajustados aos novos tempos. Luditas modernos esquecem (ou desconhecem) estes fatos e vibram ainda com a queda estrondosa de centenas de dotcoms na Internet em todo o mundo... Devem ter seus motivos.
E se vibram os neo-luditas do mundo business, onde pudores são relegados quando surgem formas melhores de se ganhar dinheiro honesto (nem sempre, mas não vem ao caso aqui), imagine o que ocorre na educação – campo fértil em discussões repetitivas, muitas sem qualquer objetividade prática. É que na educação os egos podem ser ainda maiores que os do mundo business... Compreender que estas quedas (ou simples derrapagens) são parte integral da caminhada do progresso e voltar nossos olhos adiante é o objetivo deste breve comentário. Lembremos que posturas obscurantistas atrasam primeiro a própria educação. Com ela, os educandos. Em última instância, todo o País. Paradigmas da educação ideal Muitas pessoas ainda acreditam que a melhor educação, a educação ideal, é aquela desenvolvida um-a-um: um professor e um aluno. Não se discute que educação um-a-um já foi um processo, de fato, bem eficiente. Era a educação dos príncipes em priscas eras quando o volume de informação – comparado ao dos dias de hoje – era ínfimo e quando a simples capacidade de memória tinha mais méritos. Hoje é importante saber navegar. Afinal, "navegar é preciso..." Ou, em palavras atuais, aprender a aprender é o mote nestes tempos de aceleradas transformações de contextos e de produção de novos conhecimentos. O paradigma ideal para a educação, se existe, já não é o mesmo. E mudou não apenas por não ser mais economicamente viável a educação um-a-um, mas - e principalmente - porque este deixou de ser o melhor e o mais eficiente processo para quem quer aprender a aprender. Essa compreensão é fruto de muitas pesquisas (na sua quase totalidade, realizadas nos últimos 25 anos) sobre estrutura, funcionamento e desenvolvimento da mente e do aprendizado humano. Talvez o modelo um-a-um seja ainda válido para quem quer ensinar – afinal, ganhavam bem os professores d´antanho! (Ganhar bem é um objetivo culturalmente legítimo, inclusive para nossos educadores. Esse valor cultural argentário, no entanto, tem atrapalhado a discussão sobre a reforma do processo educacional... Não defendo a vida franciscana, mas deixo a questão dos proventos para outro fórum). Distribuição de conhecimento e Educação A capacidade de distribuição de conhecimento vem aumentando. O desenvolvimento das tecnologias de impressão - que começou no século XVI com os tão lembrados tipos móveis, passando no século XIX pelo crescimento explosivo decorrente da invenção das impressoras movidas a vapor e da produção em escala de papel jornal - propiciou as bases do nosso atual estágio tecnológico, econômico e social. As bases da revolução industrial. Cito como referência o fato de que, em meados do século XIX, apenas cerca de 5% dos soldados britânicos sabiam ler. Como a expansão da imprensa era importante para a Inglaterra - e para isso era preciso haver leitores -, políticas educacionais voltadas para a alfabetização em massa elevaram, em menos de 50 anos, o nível de alfabetização do soldado britânico para mais de 85%. Com pequenas variações de percentuais e datas, fenômeno semelhante ocorreu em toda Europa. |
|
|
|
|
Pode-se dizer, tomando como base os fatos citados na página anterior, que a educação dos príncipes, na sua essência, chegou ao povo. E isso queremos todos. Deve-se notar, porém, que as transformações tecnológicas foram acompanhadas de políticas educacionais avançadas que permitiram mudar o paradigma da educação.
Paradigmas de educação são, a cada momento e lugar, subprodutos, primeiramente, das tecnologias disponíveis no mundo real (quadro-negro, slides, filme, canetas etc.), que podem ou não ser utilizados em função da cultura dominante (dos que detêm o poder sobre o processo educacional). No caso da Inglaterra no final do século XIX, a visão dos governantes ingleses gerou políticas agressivas de alfabetização em larga escala, explorou o potencial da imprensa, fez crescer o hábito da leitura e o nível de educação, desenvolveu o país. Pode-se concluir também que transformações na cultura geram novas tecnologias, geram progresso. É a velha história do ovo e da galinha...
Certamente temos que esperar mudanças nos paradigmas da educação como conseqüências das rápidas transformações tecnológicas que vêm ocorrendo já há vários anos nos campos das comunicações, da micro-eletrônica e da informática, especialmente dos softwares. Estes desenvolvimentos, no entanto, precisam ser acompanhados de políticas educacionais compatíveis, de estímulo e de aproveitamento de todo seu potencial gerador de melhorias, de progresso verdadeiro para o País.
Educação via Web no Brasil
Naturalmente, essas transformações abalam nossas estruturas mentais. Tiram o conforto das carreiras que visam tão somente uma cômoda aposentadoria. Deixam todos inseguros sobre como proceder. Os mais afoitos se lançam no boogie jump educacional enquanto os mais tímidos preferem ainda a cueca samba-canção... Uns ofensivamente chamando os outros de temerários, oportunistas, arrivistas, ou mesmo de analfabetos, e sendo igualmente ofendidos por estes com a pecha de micos aboletados no status quo... Nada disso constrói!
Daí, o que estamos vendo, no Brasil, são projetos avulsos e consórcios educacionais patinando por absoluta falta de aderência econômica – pois sobram vaidades e interesses paroquiais e faltam estímulos que direcionem investimentos à produção de conteúdos para Web e facilitem o aceso de massa a esses conhecimentos. Algumas iniciativas comerciais recentes (SBT-Microsoft, Globo-CEF entre outras) prometem reduzir este vazio. Estamos torcendo por elas.
Temos ouvido repetidas vezes que só há possibilidade real de desenvolvimento através da educação. Entendemos que, primeiramente, da educação daqueles que comandam a educação. A reforma dessas cabeças – tanto as da área da educação pública como da particular – deve vir antes da reforma das burocracias. Assim, teremos um re-direcionamento de verbas – sem dúvida o maior entrave para mudanças nas estrutura de poder e, conseqüentemente, para mudanças na educação. Sem verbas para programas com os pés no mundo real e os olhos adiante, continuaremos sendo esse bisonho país do futuro.
Educação distribuída, educação continuada, toda educação enfim vai passar pela Web... Países, cujos educadores e governantes não entendem que transformações tecnológicas exigem transformações na educação, estão vendo a realidade sócio-econômica mudar, aumentando o fosso entre ricos e pobres – por absoluta falta de políticas educacionais ousadas e contemporâneas. Políticas que não se limitem a discursos. Políticas, repetimos, junto com as verbas necessárias para atender os interesses do País por mais educação – como fizeram e fazem os países líderes em desenvolvimento social e econômico.
Diferentemente da Europa do século XIX, não podemos esperar 50 anos, no Brasil de hoje, para elevarmos a penetração da Web de meros 5% para 85% ou mais!!
Paradigmas de educação são, a cada momento e lugar, subprodutos, primeiramente, das tecnologias disponíveis no mundo real (quadro-negro, slides, filme, canetas etc.), que podem ou não ser utilizados em função da cultura dominante (dos que detêm o poder sobre o processo educacional). No caso da Inglaterra no final do século XIX, a visão dos governantes ingleses gerou políticas agressivas de alfabetização em larga escala, explorou o potencial da imprensa, fez crescer o hábito da leitura e o nível de educação, desenvolveu o país. Pode-se concluir também que transformações na cultura geram novas tecnologias, geram progresso. É a velha história do ovo e da galinha...
Certamente temos que esperar mudanças nos paradigmas da educação como conseqüências das rápidas transformações tecnológicas que vêm ocorrendo já há vários anos nos campos das comunicações, da micro-eletrônica e da informática, especialmente dos softwares. Estes desenvolvimentos, no entanto, precisam ser acompanhados de políticas educacionais compatíveis, de estímulo e de aproveitamento de todo seu potencial gerador de melhorias, de progresso verdadeiro para o País.
Educação via Web no Brasil
Naturalmente, essas transformações abalam nossas estruturas mentais. Tiram o conforto das carreiras que visam tão somente uma cômoda aposentadoria. Deixam todos inseguros sobre como proceder. Os mais afoitos se lançam no boogie jump educacional enquanto os mais tímidos preferem ainda a cueca samba-canção... Uns ofensivamente chamando os outros de temerários, oportunistas, arrivistas, ou mesmo de analfabetos, e sendo igualmente ofendidos por estes com a pecha de micos aboletados no status quo... Nada disso constrói!
Daí, o que estamos vendo, no Brasil, são projetos avulsos e consórcios educacionais patinando por absoluta falta de aderência econômica – pois sobram vaidades e interesses paroquiais e faltam estímulos que direcionem investimentos à produção de conteúdos para Web e facilitem o aceso de massa a esses conhecimentos. Algumas iniciativas comerciais recentes (SBT-Microsoft, Globo-CEF entre outras) prometem reduzir este vazio. Estamos torcendo por elas.
Temos ouvido repetidas vezes que só há possibilidade real de desenvolvimento através da educação. Entendemos que, primeiramente, da educação daqueles que comandam a educação. A reforma dessas cabeças – tanto as da área da educação pública como da particular – deve vir antes da reforma das burocracias. Assim, teremos um re-direcionamento de verbas – sem dúvida o maior entrave para mudanças nas estrutura de poder e, conseqüentemente, para mudanças na educação. Sem verbas para programas com os pés no mundo real e os olhos adiante, continuaremos sendo esse bisonho país do futuro.
Educação distribuída, educação continuada, toda educação enfim vai passar pela Web... Países, cujos educadores e governantes não entendem que transformações tecnológicas exigem transformações na educação, estão vendo a realidade sócio-econômica mudar, aumentando o fosso entre ricos e pobres – por absoluta falta de políticas educacionais ousadas e contemporâneas. Políticas que não se limitem a discursos. Políticas, repetimos, junto com as verbas necessárias para atender os interesses do País por mais educação – como fizeram e fazem os países líderes em desenvolvimento social e econômico.
Diferentemente da Europa do século XIX, não podemos esperar 50 anos, no Brasil de hoje, para elevarmos a penetração da Web de meros 5% para 85% ou mais!!

