Gilberto Teixeira (Prof. Doutor FEA/USP)
I - O QUE É O INVENTÁRIO
O Inventário do Estilo de Ensinar é um instrumento de auto-avaliação. Ele não foi desenvolvido para servir como meio de medir a eficiência de um professor nem para classificar comportamentos.
Nem tampouco deve ser visto como um meio de definir métodos de ensino ideais ou filosofias de educação mais corretas.
Sua finalidade é, simplesmente auxiliar as pessoas a organizarem e compreenderem melhor suas próprias experiências de ensino e o processo de interação aluno-professor.
O inventário, depois de classificado de acordo com um gabarito, permitirá medir seu estilo de ensinar em duas dimensões:
Orientação para o Aluno (A) e Orientação para o Conteúdo (C)
O inventário contém 40 afirmações (na realidade pares de afirmações) que servem para medir as duas dimensões citadas acima.
Os vinte pares de itens da escala Orientação para o Aluno (A) medem as atividades e comportamentos do professor em relação ao aluno. Num extremo da escala estão aquelas atitudes e comportamentos dirigidos mais para ênfase na maior participação e liberdade dos alunos e noutro extremo aquelas atitudes e comportamentos mais centralizados e enfatizando a autoridade do professor dentro da sala de aula.
Os vinte pares de itens da escala Orientação para o Conteúdo (C) medem as atitudes e comportamentos do professor em relação ao conteúdo. Num extremo da escala estão as atitudes de comportamentos que enfatizam uma maior preocupação do professor com sua tarefa e suas responsabilidades, enquanto no outro extremo estão as atitudes e comportamentos que enfatizam uma maior preocupação do professor com o seu papel perante os alunos, isto é, maior importância em obter o respeito e a amizade dos alunos e professores seus colegas.
O modo como um professor qualquer exerce sua atividade e se comporta dentro de uma sala de aula não é algo que ocorrem aleatoriamente. Na realidade reflete dois conjuntos de crenças, idéias e filosofia sobre o que seja o processo de ensinar, o papel do professor e da educação.
Um desses conjuntos de crenças, opiniões e filosofia está centralizado no “Contrato Psicológico” entre professores e alunos; trata-se das opiniões, do modo como o professor encara os alunos e a aprendizagem. O outro conjunto de crenças, opiniões e filosofia centraliza-se no “Contrato Psicológico” entre professores e o sistema educacional; trata-se das opiniões, atividades e comportamentos do professor em relação ao seu papel no processo de aprendizagem.
O comportamento de qualquer professor é um reflexo da sua própria opinião e adesão (explícita ou implícita) a uma das seguintes afirmações:
“As pessoas necessitam ser orientadas e dirigidas ou mesmo seduzidas para receber educação”
“As pessoas desejam aprender e são capazes de assumir a responsabilidade de sua própria aprendizagem”
No inventário de estilos de ensinar, as crenças, opiniões e atitudes do professor em relação ao aluno e a aprendizagem são medidas na escala “A”. As suas opiniões e atitudes em relação ao seu papel na sala de aula e perante os alunos são medidas na escala “C”.
Na realidade as duas orientação estão presentes em grau maior ou menor ao comportamento de qualquer professor. Um professor pode ser muito orientado para os alunos e simultaneamente muito orientado para o conteúdo. Outros professores julgam serem essas duas orientações mutualmente exclusivas e inevitavelmente conflitantes procuram resolver o conflito concentrando-se numa ou noutra; há outros que embora reconhecendo a existência do conflito procuram uma solução de compromisso, o meio termo entre as duas, sem enfatizar mais qualquer uma delas.
Há ainda professores que vêm as duas orientações como funcionalmente relacionadas e procuram integrar as necessidades do aluno e do sistema, enfatizando ambas.
II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DO INVENTÁRIO
As bases teóricas em que se baseia o Inventário de Estilos de Ensinar são as idéias de Blake e Mouton (The Managerial Grid, 1964). Segundo esses dois autores, muito conhecidos dos Administradores, é possível distinguir cinco estratégias (estilos) puros de ensinar e que resultam de:
a) Integração entre as orientações para o aluno e para o conteúdo.
b) Diferentes graus de ênfase dados pelo professor em cada uma dessas orientações.
As cinco estratégias de Blake e Mouton (ver figura) se caracterizam pelos comportamentos e atitudes a seguir descritas.
· Estratégia 1
A estratégia do canto direito inferior da “grade” da Figura 1 define o estilo do professor cuja filosofia básica é que as necessidades do aluno e do sistema são mutuamente exclusivas. Desta forma, este tipo de professor resolve o conflito enfatizando ao máximo a orientação para o conteúdo e ao mínimo a orientação para o aluno.
Para este professor, a “ementa” do curso, o programa, define claramente o que deve ser ensinado e o calendário, a carga de trabalho governa o tempo disponível.
Na opinião dele, o aluno resiste naturalmente à escola e a aprendizagem e a responsabilidade primária do professor é assegurar-se de que o programa seja cumprido: é importante estabelecer padrões para a performance da turma e verificar continuamente que os alunos atendem esses padrões, o que é feito por repetidos “testes” e verificação da freqüência.
· Estratégia 2
Para o professor, que adota esta estratégia (situada no canto superior esquerdo), as necessidades do aluno e do sistema também são incompatíveis de conflitantes. Como o seu colega da estratégia 1 ele acha que os alunos resistem à aprendizagem e a escola, mas discorda quanto ao controle rigoroso da turma e de programas. Em lugar disso ele enfatiza ao máximo a orientação para o aluno e ao mínimo a orientação para o conteúdo.
Para este professor os alunos devem ser ensinados por professores de quem eles gostam e por isso, ser querido dos alunos não só é prático como gratificante. Ele julga que a responsabilidade primaria do professor é de dar apoio aos alunos e ganhar sua amizade.
Para obter isso ele encoraja os alunos a se auto-avaliarem, ignora a questão de freqüência e procura dar aulas agradáveis e muito bem preparadas.
· Estratégia 3
Como os seus colegas das estratégias 1 e 2, o professor que adota esta estratégia (definida no canto esquerdo inferior) também acredita que há um conflito entre necessidades do aluno e necessidades do sistema e na natural resistência dos alunos para a aprendizagem. Mas ao contrário de seus colegas ele se sente incapaz de resolver o conflito. Em resumo sua atitude é: os alunos vão aprender o que desejarem e quando desejarem e o professor nada pode fazer para modificar isso. Em conseqüência a responsabilidade primária do professor é apresentar a informação e executar a tarefa que lhe atribuíram. Se ele tem uma “boa classe” estará feliz, mas se lhe entregam um mau grupo nada poderá ser feito a respeito, pois os alunos com interesse aprenderão enquanto em relação aos outros nada se pode fazer.
Para este professor, sua filosofia justifica as suas apresentações mecânicas, frias.
· Estratégia 4
No centro do diagrama está a estratégia 4, que retrata o professor cuja opinião é também na básica incompatibilidade entre as necessidades do aluno e do sistema. Entretanto, ao contrário dos outros, ele procura uma solução de compromisso, um balanceamento, não enfatizando muito a orientação para o aluno nem a orientação para o conteúdo.
Na opinião dele, as necessidades dos do sistema são importantes e por isso ele coloca uma ênfase moderada nas duas.
Assim, se o sistema exige que se aplique provas ou exames ele especifica de quais páginas do texto irá extrair as perguntas: semelhantemente, como é exigida que sejam dadas notas ele dá notas extras para freqüência ou permite que os alunos preparem relatórios ou trabalhos para melhorar seus grupos.
· Estratégia 5
No canto direito superior está o professor que acredita que os alunos estão sempre aprendendo. Na sua opinião, as necessidades de alunos e do sistema não estão necessariamente em conflito. Ele procura integrar ambos os conjuntos de necessidades colocando a máxima ênfase nas duas orientações.
Para este professor a sua responsabilidade primária não é “verificar que algo está sendo ensinado”, mas sim “ assegurar-se que algo está sendo aprendido”. Por isso é importante um clima em que a aprendizagem é envolvente, significativa e relevante. As atividades de aprendizagem são estruturadas de forma a contribuírem ao máximo para o benefício do aluno, do professor e do sistema educacional.
O criador do Inventário (Professor Morris Spier) analisando as idéias de Blake e Mouton percebeu a sua aplicabilidade à atividade de ensinar e combinando a abordagem de Blake/Mouton com as teorias de ensino-aprendizagem definiu o que foi, então, denominado Hipóteses Básicas do Inventário.
Segundo o Prof. Morris Spier, o Inventário apoia-se basicamente em duas hipóteses.
A primeira delas implica em que o comportamento do professor dentro de uma sala de aula reflete de alguma forma uma “filosofia de aprendizagem” adotada implicitamente pelo professor. Em outros termos suas opiniões sobre o aluno e o processo de aprendizagem. O comportamento de qualquer professor reflete a sua resposta e opinião para a afirmação: Julgo que as pessoas “desejam” aprender e são capazes de assumir a responsabilidade de sua própria aprendizagem ou, do contrário, qualquer aluno necessita de algum tipo de coerção, direcionamento ou pelo menos de ser “seduzido” para.
Assim, um professor que dá trabalhos para casa e aplica freqüentemente testes, reflete certas opiniões sobre as atitudes dos alunos em relação à aprendizagem, da mesma forma que o outro professor que tem uma atitude mais “liberal” em relação a controles e avaliações.
A segunda premissa implica em que o comportamento do professor reflete suas opiniões, implícitas ou não, em relação a qual deva ser o “papel“ do professor no processo de aprendizagem.
O professor que enfatiza o planejamento e a organização do conteúdo do curso procurando ouvir os alunos e sempre inovando o material didático usado, reflete certas expectativas e opiniões sobre o sistema educacional e o seu “papel” como professor.
As duas orientações existem na realidade no comportamento de qualquer professor. Um professor pode ser altamente orientado para o aluno e, ao mesmo tempo, altamente orientado para o conteúdo. É a “filosofia” que ele adota que irá determinar a ênfase dada a uma ou outra das dimensões.
Pode haver também o professor que julga serem as duas dimensões mutuamente exclusivas: as necessidades do aluno e as do sistema e por isso inevitavelmente conflitantes para esses é necessário aderir e concentrar-se em uma das duas orientações como forma de impedir o conflito.
III - COMO FOI DESENVOLVIDO O INVENTÁRIO
Para melhor compreensão de sua utilização é importante o conhecimento de como foi desenvolvido o inventário. Inicialmente foram geradas várias centenas de afirmações que refletiam as mais variadas experiências que poderiam ocorrer no mundo do ensino.
Em seguida os autores, o professor Morris S. Spier e quatro de seus assistentes trabalhando individualmente, classificaram as frases nas quatro seguintes categorias:
· Categoria I
Expressões que refletem a intenção professor de dividir a sua autoridade e responsabilidade em sala de aula com os alunos.
· Categoria II
Expressões que refletem a tendência do professor de centralizar consigo mesmo a sua autoridade na sala de aula.
· Categoria III
Expressões que refletem a preocupação do professor com o conteúdo da tarefa. Isto é a performance das atividades, incluindo o planejamento e a programação do conteúdo do curso e a avaliação do progresso dos alunos.
· Categoria IV
Expressões que refletem a preocupação do professor com os atributos do “papel” que desempenha, o que inclui obter o respeito dos alunos e de seus colegas professores, ser um especialista, ou procurar modelar o seu comportamento para que os alunos o avaliem e persigam como exemplo.
As afirmações que não foram possíveis de serem enquadradas numa dessas quatro categorias foram eliminadas, sendo mantidas somente aquelas enquadradas por todos os “juízes”.
A etapa seguinte envolveu o emparelhamento de cada expressão da Categoria I com cada uma das expressões da categoria II, III e IV. Cada um dos pares resultantes foi novamente classificado pelos cinco “juízes” em duas dimensões, sendo mantidas na relação final aquelas expressões que houve acordância pelos cinco juízes. As duas dimensões foram:
· Orientação para o Aluno (A)
Estes itens permitem ao professor escolher entre atitudes e comportamentos que refletem a ênfase em compartilhar ou não com os alunos a sua autoridade e responsabilidades na sala de aula.
· Orientação para o Conteúdo (C)
Estes itens permitem ao professor escolher entre atitudes e comportamentos que refletem a ênfase em atividades da função de professor versus ênfase nos “atributos do desempenho”
A forma final do Inventário contém 40 itens (pares de expressões) que medem as duas dimensões acima citadas. Vinte itens compõem a escala de “A-Orientação para o Aluno” (extraídos das categorias I e II) e vinte itens compõem a escala de “C - Orientação para o Conteúdo” (extraídos das categorias III e IV).
Após esta leitura preencha o questionário do Inventário de Estilos de Ensinar. Faça seu Diagnóstico!
INVENTÁRIO DOS ESTILOS DE ENSINAR
I - INSTRUÇÕES
O objetivo deste inventário é lhe dar informações significativas sobre seu estilo de ensinar. Não existem respostas certas ou erradas. A melhor resposta é aquela que descrever mais apropriadamente suas opiniões e idéias. Procure responder com honestidade, pois somente respostas realistas poderão lhe fornecer informações úteis.
Cada um dos quarenta itens que se seguem consiste de duas afirmações.
Faça um círculo em volta da letra A ou B que reflete melhor a sua opinião sobre o que é mais importante como forma de agir um professor.
No caso de alguns itens as duas afirmações poderão lhe parecer importantes, mas você só deve escolher uma, daquela que seja a mais importante. Em outros casos as duas afirmações poderão não ter importância na sua opinião, mas você ainda assim deve escolher uma delas como a mais importante.
1. (A) Organizar o curso em torno das necessidades e aptidões de todos os tipos de aluno.
(B) Manter padrões bem claros para a performance dos alunos.
2. (A) Permitir que os alunos dêem a sua opinião sobre o conteúdo e os objetivos do curso.
(B) Estabelecer padrões bem claros para a performance dos alunos.
3. (A) Enfatizar o cumprimento do programa pré-estabelecido.
(B) Permitir que os alunos ajudem a definir o conteúdo e os objetivos do curso.
4. (A) Dar provas para avaliar o progresso dos alunos.
(B) Permitir que os alunos opinem por ocasião da formulação do conteúdo e objetivos do curso.
5. (A) Premiar os bons alunos.
(B) Permitir que os alunos avaliem a performance do seu professor.
6. (A) Permitir que os alunos cometam seus próprios erros e aprendam pela experiência.
(B) Esforçar-se para que os assuntos do programa sejam todos cobertos adequadamente.
7. (A) Deixar bem claro que ele é autoridade na sala de aula.
(B) Permitir que os alunos cometam seus próprios erros e aprendam pela experiência.
8. (A) Estar à disposição dos alunos quando eles necessitem.
(B) Ter horários pré-fixados para esclarecer dúvidas dos alunos.
9. (A) Dar provas para avaliar o progresso dos alunos.
(B) Ajustar o conteúdo do curso às necessidades e aptidões de cada classe.
10. (A) Deixar claro que há uma linha divisória entre professor e os alunos.
(B) Deixar que os alunos planejem seu próprio curso de acordo com seus interesses.
11. (A) Ter interesse no aluno como pessoa.
(B) Deixar bem claro que o professor é a autoridade na sala de aula.
12. (A) Deixar claro que há uma linha divisória entre professor e os alunos.
(B) Estar à disposição dos alunos quando eles necessitem.
13. (A) Modificar sua posição se um aluno provar que ele estava errado.
(B) Manter padrões bem claros para a performance dos alunos.
14. (A) Permitir que os alunos opinem na avaliação da performance do professor.
(B) Deixar claro que há uma linha divisória entre professor e os alunos.
15. (A) Verificar que a classe cobriu todo o assunto do programa previsto.
(B) Ter preocupação com o aluno como pessoa.
16. (A) Deixar que os alunos aprendam pela experiência.
(B) Manter padrões bem claros da performance dos alunos.
17. (A) Permitir que os alunos opinem na fixação do conteúdo e objeitvos do curso.
(B) Deixar claro que ele é a autoridade na sala de aula.
18. (A) Desencorajar a conversa entre alunos durante a aula.
(B) Estabelecer uma atmosfera de informalidade na sala de aula.
19. (A) Permitir que os alunos avaliem o corpo docente.
(B) Deixar claro que o professor é a autoridade na sala de aula.
20. (A) Deixar claro que ele é a autoridade na sala de aula.
(B) Deixar que os alunos cometam erros e aprendam pela experiência.
21. (A) Ser uma “autoridade” no assunto de suas aulas.
(B) Estar atualizado no seu campo de conhecimento.
22. (A) Ser respeitado como uma pessoa de grande aptidão no seu campo de conhecimento.
(B) Atualizar constantemente o material que usa nas aulas.
23. (A) Procurar seu próprio desenvolvimento pessoal.
(B) Ser uma “autoridade” no assunto de suas aulas.
24. (A) Procurar seu próprio desenvolvimento pessoal.
(B) Ser um exemplo para os alunos.
25. (A) Fazer que cada aluno trabalhe ao máximo de sua capacidade.
(B) Planejar com consideráveis detalhes todas as atividades em sala de aula.
26. (A) Preparar provas justas e abrangentes da matéria.
(B) Ser um exemplo para os alunos.
27. (A) Ser conhecido como um professor eficiente.
(B) Verificar que cada aluno trabalhe ao máximo de sua capacidade.
28. (A) Preparar provas justas e abrangentes da matéria.
(B) Verificar que cada aluno trabalhe ao máximo de sua capacidade.
29. (A) Ser uma “autoridade” no assunto de suas aulas.
(B) Planejar e organizar cuidadosamente o seu curso.
30. (A) Ser visto como um modelo a ser seguido pelos alunos.
(B) Tentar novas idéias e enfoques na sala de aula.
31. (A) Verificar que cada aluno trabalhe ao máximo de sua capacidade.
(B) Planejar e organizar cuidadosamente seu curso.
32. (A) Ter horários pré-fixados para atender alunos.
(B) Ser um especialista no assunto do curso.
33. (A) Ser um exemplo para os alunos.
(B) Tentar novas idéias e enfoques na sala de aula.
34. (A) Ensinar tanto em cursos básicos como mais avançados.
(B) Ser visto como um modelo a ser seguido pelos alunos.
35. (A) Planejar e organizar cuidadosamente as atividades da classe.
(B) Ser interessado e preocupado que os alunos observem e compreendam os assuntos discutidos.
36. (A) Ser uma “autoridade” no conteúdo do curso.
(B) Ser conhecido como um professor eficiente.
37. (A) Dar provas para avaliar o progresso dos alunos.
(B) Ser uma “autoridade” no assunto das suas aulas.
38. (A) Participar de convenções e congressos profissionais.
(B) Ser respeitado como uma pessoa de grande aptidão no seu campo de conhecimento.
39. (A) Ser respeitado pelo seu conhecimento do assunto do curso.
(B) Tentar novas idéias e enfoques na sala de aula.
40. (A) Ser uma “autoridade” no conteúdo do curso.
(B) Preparar provas justas e abrangentes da matéria.
II - TABULAÇÃO DO INVENTÁRIO
Depois de escolher uma das alternativas (A ou B) de cada um dos quarenta pares de afirmações a etapa seguinte é a tabulação do Inventário para que seja possível classificar seu estilo de ensinar.
1o. Trace uma linha divisória abaixo do item 20. Com isso você estará separando os 20 pares da escala Orientação para o Aluno (1 a 20) dos vinte pares da escala Orientação para o Conteúdo (21 a 40).
2o. Os itens 1 a 20 (escala “orientada para o aluno) devem ser marcados com um “X” quando coincidirem com a tabela seguinte.
|
Item
|
Resposta
|
Item
|
Resposta
|
Item
|
Resposta
|
|
1
|
A
|
8
|
A
|
15
|
B
|
|
2
|
A
|
9
|
B
|
16
|
A
|
|
3
|
B
|
10
|
B
|
17
|
A
|
|
4
|
B
|
11
|
A
|
18
|
B
|
|
5
|
B
|
12
|
B
|
19
|
A
|
|
6
|
A
|
13
|
A
|
19
|
A
|
|
7
|
B
|
14
|
A
|
20
|
B
|
3o. Os itens 21 a 40 correspondem a escala C (conteúdo) e devem ser marcados com um “X” quando coincidam com as respostas a seguir:
|
Item
|
Resposta
|
Item
|
Resposta
|
Item
|
Resposta
|
|
21
|
B
|
28
|
A
|
35
|
A
|
|
22
|
B
|
29
|
B
|
36
|
B
|
|
23
|
A
|
30
|
B
|
37
|
A
|
|
24
|
A
|
31
|
B
|
38
|
A
|
|
25
|
B
|
32
|
A
|
39
|
B
|
|
26
|
A
|
33
|
B
|
40
|
B
|
|
27
|
A
|
34
|
A
|
|
|
4o. Contar o número de “X” marcados entre os itens 1 a 20. Este total deve ser escrito no quadro do topo do diagrama (em frente ao A).
5o. Contar o número de “X” marcados entre os itens 21 a 40. Este total deve ser escrito em frente ao C do diagrama.
6o. A seguir os valores de A e C devem ser transcritos para o diagrama. O valor de A deve ser marcado no eixo vertical (lado esquerdo) e o valor de C no eixo horizontal do diagrama. O cruzamento dos valores de A e C deve ser marcado no diagrama.
O diagrama do Inventário de Estilos de Ensinar, na próxima página posicionará você identificando qual a sua tendência mais forte. Releia o capíitulo Fundamentação Teórica e compare a sua posição em relação ao diagrama de Blake e Mouton.