Gilberto Teixeira ,Prof.Doutor (FEA/USP )
SIGNIFICADO DE ESTILO DE APRENDIZAGEM
Quando os alunos não conseguem aprender com recursos complementares – livros, filmes, ou fitas de videocassete para a preferência visual; manipulativos para a preferência tátil; fitas cassetes ou preleções para a preferência auditiva; ou jogos ludicos para a preferência cinestésica – eles não conseguem atingir os objetivos instrucionais preconizados . A pesquisa tem revelado a importância de ajustar os estilos de aprendizado ao aluno. Além disso, quanto mais o estilo de aprendizado dos alunos se assemelha ao estilo de ensino dos professores, maiores as notas dos alunos e maior o nivel de aprendizagem alcançado(Dunn, R., Griggs, Olson, Gorman, & Beasley, 1995).
R. Dunn and K. Dunn (1992) revelaram os benefícios de um modelo amplo dos estilos de aprendizagem porque não apenas muitos indivíduos são afetados pelos diferentes elementos de um estilo de aprendizagem, mas tantos dos elementos de aprendizagem são capazes de melhorar o desempenho acadêmico. R. Dunn e Griggs (1995) conceberam um Modelo de Estilo de Aprendizagem que revela que os alunos são influenciados por cinco fatores principais:
1. o ambiente imediato dos alunos (som, luz, temperatura e mobília/disposição dos móveis)
2. a própria emotividade dos alunos (motivação, persistência, responsabilidade, ou a oportunidade de fazer algo de sua própria maneira),
3. as suas preferências sociológicas (aprendendo sozinho ou em grupos de diferentes tamanhos),
4. as suas características fisiológicas (qualidades perceptivas representadas por características auditivas, visuais, reais, cinestésicas e sequenciadas); e
5. a inclinação de processamento dos alunos (global/analítica, direita/esquerda, impulsiva/reflexiva) (Dunn & Dunn, 1995).
Mais explicações mostram como o aprendizado dos alunos pode ser influenciado por estes cinco fatores e suas subcategorias. Em relação ao ambiente imediato, apesar de muitos alunos requererem silencio enquanto se concentram em informações difíceis, outros literalmente aprendem melhor com som que sem som (Pizzo, como citado em Dunn, R. & Dunn, K., 1992). Além disso, enquanto muitas pessoas concentram-se melhor em ambientes muito bem iluminados, outros pensam melhor em luz branda que em luz brilhante. Iluminação fluorescente super estimula certos alunos e causa hiperatividade e inquietação (Dunn, R., Dunn, K., & Price, 1989).
Outros fatores ambientais que podem influenciar a aprendizagem incluem temperatura e disposição da mobília/arranjo. Alguns alunos têm melhor desempenho em ambientes quentes e outros em ambientes frios (Hart, 1981). Algumas pessoas preferem estudar em em cadeiras de madeira, plástico, ou metal, mas outros sentem-se tão incômodos em carteiras convencionais de sala de aula que eles não conseguem aprender.
A própria emotividades dos alunos também pode influenciar a sua habilidade de aprender. A sua motivação interna, a persistência em completar as tarefas, e a habilidade de assumir responsabilidade por seu próprio comportamentos e trabalho, ou a oportunidade de fazer as coisas de sua própria maneira podem todos ter um papel importante em como um aluno aprende da melhor forma possível (Dunn, R., & Dunn, K., 1992).
Fatores sociológicos também podem afetar a aprendizagem. Os professores devem estar conscientes dos estilos de aprendizado dos alunos sob várias condições. Variações que melhoram, ou inibem, o aprendizado podem incluir o aprender sozinho, em pares, em grupos pequenos, como parte de um time, com um adulto de autoridade, e o querer variedade ao invés de repetições e rotinas. (Dunn, R., & Dunn, K., 1992).
Características fisiológicas são um outro fator do Modelo de Estilo de Aprendizagem que pode influenciar o aprendizado do aluno. Essas características referem-se a quando e como os alunos aprendem da melhor maneira. O entender das características psicológicas dos alunos (tecnicamente definido como ESTILO DE APRENDIZAGEM ), permite que os professores ajudem os alunos a aprender com base em suas qualidades de percepção. As características incluem hora do dia, estimulação externa, nível de energia, e mobilidade ao estudar. Por exemplo, os professores podem encorajar os alunos a estudar na melhor hora de seu dia, que pode ser de manhã cedo antes de eles irem para a escola, durante o almoço, imediatamente depois das aulas, ou à noite antes de irem dormir. Os alunos também reagem de forma diferente às estimulações externas quando eles se concentram em seus estudos. Alguns gostam de comer, mastigar goma de mascar, ou beber enquanto estudam. Alunos fumantes podem até preferir fumar enquanto estudam. Ainda outros podem ter qualidades de percepção na área de nível de energia ou mobilidade. Eles podem estudar melhor ou trabalhar melhor em sala de aula se eles se moverem enquanto estudam e não forem confinados ao espaço de uma carteira (Dunn, R., Dunn, K., 1992).
A maneira como os alunos processam informações também pode influenciar suas habilidades de aprendizagem. Alguns alunos são processadores mais analíticos que tendem a ser persistentes. Talvez eles nem sempre começam uma tarefa imediatamente, mas quando eles começam, eles têm um forte ímpeto emocional de continuar a tarefa até que esteja pronta ou até que eles cheguem a um ponto onde eles sintam que podem parar. Alunos que se adaptam a multiplos estilos , por outro lado, tendem a preferir aprender com o que professores convencionais consideram ser distrações – som (música, sons repetitivos ou conversa), um arranjo informal (descansando confortavelmente), iluminação branda (cobrindo os seus olhos ou usando olhos escuros dentro de casa), orientação pelos colegas (querendo estudar com um amigo) e a necessidade de comida (lanches) durante o aprendizado (Dunn, R., Dunn, K., 1992).
Duas outras inclinações processuais podem influenciar as habilidades de aprendizagem dos alunos: direita/esquerda, e impulsiva/reflexiva. Alguns alunos processam informações sequencialmente, analiticamente, ou usando o “lado esquerdo do cérebro” ao invés de uma forma holística, simultânea, global e que usa o “lado direito do cérebro”. Alguns alunos se apressam a aprender e às vezes trabalham rápido demais e suas notas podem refletir isso. Os alunos impulsivos não vão passar muito tempo aprendendo. Um aluno reflexivo passa mais tempo pensando sobre as informações, entendendo o conteúdo e aprendendo (Dunn, R., Dunn, K., 1992).
O Porquê dos Inventarios de Estilo de Aprendizagem
Ao usar o Inventario de Estilo de Aprendizagem - IEA, os professores podem testar e identificar os estilos de aprendizagem dos alunos com exatidão (Beaty, 1986). Por exemplo, é difícil determinar se a hiperatividade de um aluno é devido à uma necessidade por mobilidade, um sentar mais informal, recursos cinestésicos, ou intervalos, ou à não conformidade ou falta de disciplina (Shaughnessy, 1998). O IEA é um instrumento de confiança e válido e o único que é amplo que pode diagnosticar os muitos traços de estilo de aprendizagem que influenciam as pessoas (Shaughnessy, 1998)
Como o Conhecimento dos Estilos de Aprendizagem Pode Ajudar os Alunos, Pais, e Educadores?
Um dos fatores chave para os alunos na obtenção do conhecimento de seus estilos de aprendizagem é maior auto-estima (Martin & Potter, 1998). “Agora esses alunos em risco exibem confidência e aceitam a responsabilidade por seu próprio aprendizado” (Perrin, 1990, p. 24). Quando as crianças entendem como eles aprendem e como eles lutam para aprender, eles podem controlar mais o seu ambiente e pedir o que eles precisam (Martin & Potter, 1998). O’Brien (1989) disse que “talvez as escolas deveriam dedicar mais tempo desenvolvendo da consciência dos estilos de aprendizagem dos alunos ao invés de forçar os outros professores a mais sessões de treinamento sobre adaptação de currículo (p. 85). Quando os alunos entendem os seus estilos de aprendizagem, eles não mais precisam sentir-se diferentes porque eles requerem quietude total para estudar ou precisam se mover durante a aula (Martin & Potter, 1998). “Os alunos podem aprender quase que qualquer matéria quando eles aprendem com métodos e abordagens responsivas aos seus estilos de aprendizagem; esses mesmos alunos falham quando eles aprendem com um estilo instrucional dissonante com suas qualidades” (Dunn, R., 1990, p. 18). De Bello (1996, p. 39) alegou que “diretores e professores têm a responsabilidade de fazer os pais conscientes da necessidade de seus filhos de ter um ambiente de estudo que reflita as qualidades de seu estilo de aprendizagem.”
“Talvez as pessoas mais importantes que precisam entender o conceito de estilo individual são os pais” (Guild & Garger, 1985, p. 85). Os pais precisam entender as características distintivas de seus filhos para ajudá-los a tornarem-se alunos melhores (Martin & Potter, 1998).
Melhora no desempenho estudantil
R. Dunn (1998) concluiu que os alunos têm melhor desempenho quando os seus professores ensinam de acordo com os estilos de aprendizagem dos alunos. Ela baseou suas conclusões em uma meta-análise de 42 estudos experimentais conduzidos com o Modelo de Estilo de Aprendizagem de Dunn e Dunn entre 1980 e 1990 por 13 instituições diferentes de ensino superior. Estes estudos revelaram que os alunos cujas características foram acomodadas pelas intervenções educacionais responsivas a seus estilos de aprendizagem conseguiram 75% a mais do desvio padrão do que os alunos cujos estilos não foram acomodados (R. Dunn, como citado em Shaughnessy, 1998).
Além disso, profissionais em todos os Estados Unidos têm relatado notas mais altas em testes para os alunos que mudaram do ensino tradicional para o ensino baseado no estilo de aprendizagem em todos os níveis – primário, secundário, e universitário. Por exemplo, o programa de segundo grau de educação especial do distrito escolar de Frontier, em Nova Iorque, utilizou o Modelo de Estilo de Aprendizagem. Depois do primeiro ano (1987-1988), a percentagem de alunos bem sucedidos cresceu para 66% em relação ao ano anterior. Durante o segundo ano (1988-1989), 91% da população do distrito foi bem sucedida; no terceiro ano (1989-1990), os resultados permaneceram constantes em 90% (Brunner & Majewski, como citado em Shaughnessy, 1998).
Dois diretores de escolas primárias na Carolina do Norte publicaram ganhos similarmente surpreendentes com o mesmo programa de estilos de aprendizagem. Um diretor trabalhou com um escola de 1a a 6a série cujos aluno eram de baixa-renda e de famílias de minoria. Os alunos haviam conseguido notas no 30o percentil no Teste de Desempenho da Califórnia e subiram para o 83o percentil em um período de 3 anos ao responderem aos estilos de aprendizagem dos alunos. O outro diretor ensinou alunos de habilidade tátil altamente incapacitada com recursos que envolviam o uso de tais habilidades pelos alunos e os permitiu sentar informalmente e com iluminação atenuada. Dentro de quatro meses, aqueles alunos demonstraram um ganho de quatro meses em um teste padrão, melhor que eles haviam previamente conseguido (Stone, 1992).
Finalmente, uma investigação de quatro anos feita pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos que incluiu visitas a escolas, entrevistas, observações, e examinação de dados de testes nacionais concluiu que atender aos estilos de aprendizagem foi uma das poucas estratégias que teve um impacto tão positivo no desempenho dos alunos de educação especial na nação (Alberg, Cook, Fiore, Friend, & Sano, 1992).
A Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner
Howard Gardner, um psicólogo de desenvolvimento, propôs uma teoria a respeito da natureza da inteligência que contradiz a perspectiva psicométrica prevalente (Gardner, 1993). Essa teoria de múltiplas inteligências, colocada em “Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences” (1993), ou “Estruturas da Mente: Teoria das Inteligências Múltiplas”, enfatizou a importância de não se ver a inteligência como uma idéia unidimensional, mas sim como uma série de sete inteligências independentes. As sete inteligências habilitam o indivíduo a “executar transformações e modificações de suas percepções” e “a recrear aspectos das suas experiências” (Gardner 1983, p. 173).
Os sete tipos originais de inteligência são:
Inteligência Verbal/Lingüística – Essa é a capacidade de empregar palavras efetivamente seja oralmente (por exemplo, como um apresentador de TV, orador, político, contador de estórias) ou por escrito (por exemplo, como um jornalista, dramaturgo, poeta, editor). Um aluno de alta capacidade verbal/linguística gosta de ler, escrever, contar estórias, e brincar com jogos de palavras (Armstrong, 2000). Os alunos que possuem essa inteligência têm a habilidade de manipular: a estrutura ou regras da linguagem (por exemplo, pontuação para efeito dramático); os sons da linguagem (por exemplo, aliteração); o significado da linguagem (por exemplo, duplo sentido); as dimensões pragmáticas da linguagem; o uso da linguagem para convencer (retórica); o uso da linguagem para relembrar informação (mnemônicos); o uso da linguagem para explicar (divagação); o uso da linguagem para falar sobre si mesma (metalinguagem). (AENC’s Educational Philosophy – Recognition of Howard Gardner’s Multiple Intelligences, 1999).
Inteligência Lógico/Matemática – A inteligência lógico/matemática inclui a habilidade de usar raciocínio indutivo e dedutivo, de resolver problemas abstratos, e de entender as relações entre conceitos, idéias, e coisas interrelacionadas. As habilidades de raciocínio se aplicam a uma vasta gama de áreas e inclui o uso do pensamento lógico em ciência, estudos sociais, literatura, e outras áreas. (Bellanca, 1997)
Essa inteligência também inclui as habilidades de classificar, prever, priorizar, e formular hipóteses científicas e entender relações de causa e efeito. As crianças mais jovens desenvolvem essa inteligência ao trabalharem com manipulativos concretos e entenderem o conceito de relações de um a um e numeração. Essas habilidades críticas de pensamento são ensinadas nos currículos da maioria das escolas, mas precisam ser enfatizadas através de atividades de aprendizado ativo.
Inteligência Visual/Espacial – Essa inteligência de fotografias e imagens inclui a capacidade de perceber o mundo visual de modo preciso e de ser capaz de recriar experiências visuais. Essa inteligência começa com o aguçamento das percepções sensitivo-motoras. O pintor, o escultor, o arquiteto, o jardineiro, o cartografista, o autor de projetos, e o desenhista gráfico todos transferem imagens em suas mentes para o novo objeto que eles estão criando ou aperfeiçoando. As percepções visuais são misturadas com o conhecimento prévio, a experiência, as emoções e imagens para criar uma nova visão para os outros experimentarem. Os alunos com inteligência espacial têm a habilidade de perceber com perspicácia: cor, linhas, formas, formatos, espaço, e as relações que existem entre esses elementos. Os alunos com inteligência visual e espacial também têm a habilidade de visualizar, representar graficamente idéias visuais ou espaciais, entender a posição de uma pessoa em uma matriz. (AENC’s Educational Philosophy – Recognition of Howard Gardner’s Multiple Intelligences, 1999)
Inteligência Corporal/Cinestésica – A inteligência de todo o corpo e mãos nos habilita a controlar e interpretar os movimentos do corpo, a manipular objetos físicos, e a estabelecer harmonia entre a mente e o corpo. Ela não é limitada somente aos atletas, mas inclui habilidades tais quais a coordenação motora fina de um cirurgião fazendo uma cirurgia de coração ou a habilidade de um navegador de aviões de afinar os instrumentos. “Essa inteligência inclui habilidades físicas específicas como coordenação, equilíbrio, destreza, força, flexibilidade, e velocidade, tanto quanto capacidades proprioceptivas e tátis” (Armstrong, 2000).
Inteligência Rítmica/Musical – Essa inteligência começa com um grau de sensibilidade a um padrão de sons e a habilidade de responder emocionalmente. À medida que os alunos desenvolvem sua consciência musical, eles desenvolvem o fundamental dessa inteligência. Ela se desenvolve mais enquanto os alunos criam variações de padrões musicais mais complexos e sutis, desenvolvem seus talentos com instrumentos musicais, e avançam à composição complexa. Essa inteligência cresce ao passo que os alunos aumentam sua sofisticação quando escutam música. Ela representa “a capacidade de perceber (por exemplo, como um aficionado pela música), discriminar (por exemplo, como um crítico de música), transformar (por exemplo, como um compositor), e expressar (por exemplo, como um artista) a forma musical” (Armstrong, 2000).
Inteligência Interpessoal – É a habilidade de rapidamente entender e avaliar as disposições, intenções, motivações e sentimentos de outras pessoas. Isso pode incluir sensibilidade a expressões faciais, voz e gestos; a capacidade para discriminação entre os muitos diferentes tipos de sinais interpessoais; e a habilidade de responder efetivamente àqueles sinais de uma forma pragmática. (Armstrong, 2000) Essa inteligência “envolve as habilidades de comunicação verbal e não verbal, habilidades de colaboração, gestão de conflitos, habilidades de construção de consenso, e a habilidade de confiar, respeitar, liderar, e motivar os outros a atingir um objetivo mútuo benéfico,” (Bellanca, 1997). Por exemplo, em um nível simples, essa inteligência é vista em crianças que notam e são sensíveis ao humor dos adultos em seu redor. Uma habilidade interpessoal mais complexa é a habilidade de um adulto de ler e interpretar as intenções ocultas de outros.
Inteligência Intrapessoal – Essa inteligência inclui ter uma imagem precisa de si mesmo (as qualidades e as limitações); uma consciência do humor interno, intenções, motivações, temperamento, e desejos; e a capacidade para auto-disciplina, auto-entendimento, e auto-estima. (Armstrong, 2000) Um indivíduo desse tipo de inteligência prospera ao pensar, refletir, e completar auto-avaliações. Essa necessidade de tal introspecção faz dessa inteligência a mais privada. Nas palavras de Gardner, “a inteligência intrapessoal é não mais que a capacidade de distinguir um sentimento de prazer de um de dor e, na base de tal discriminação, tornar-se mais envolvido ou distante de uma situação” (1983; 1993).
Gardner adicionou a Inteligência Naturalista às suas sete originais em 1991.
Gardner adicionou a Inteligência Naturalista às suas sete originais em 1991.
Inteligência Naturalista – Essa é a inteligência dos alunos que aprendem melhor através da natureza. Para esses alunos, a maioria do aprendizado precisa acontecer em locais abertos. Esses alunos gostam de fazer projetos sobre a natureza, como observação de pássaros, coleção de borboletas ou insetos, estudo de árvores, ou criação de animais. Eles gostam de estudar sobre a ecologia, a natureza, as plantas, e os animais (Gardner, 1994).
Armstrong (2000) alegou que é muito benéfico para esses alunos ter um maior acesso ao desenvolvimento de sua inteligência naturalista dentro de um prédio escolar. Então a função da escola é trazer o mundo natural para dentro das salas de aula e outras áreas.
O impacto da Teoria de Gardner
A teoria de Gardner tem tido um papel fundamental em uma combinação única que Soares e Soares (1994) descreveram como o cerne de três novas teorias de preparação de professores que podem ser consideradas como a solução para ir-se além das teorias tradicionais. A teoria de Gardner explica como cada teoria tem funcionado em um programa de formação universitário representado por (1) o plano de Copérnico para o horário em blocos, (2) a aplicação da teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner, e (3) as idéias básicas de John Dewey sobre processo. Através da combinação dessas três perspectivas, professores universitários e alunos têm mais oportunidades de trabalharem juntos em um contexto interdisciplinar, de descobrir a que nível os alunos e professores possuem os talentos e interesses indicados em cada uma das sete inteligências, e de desenvolver domínio pessoal do conteúdo, habilidades instrucionais, e estilos de aprendizagem (Armstrong, como citado em Soares, 1998).
Ao aplicar a teoria de inteligências múltiplas na sala de aula, o currículo é organizado ao redor de sete capacidades: linguística, lógico-matemática, corporal-cinestésica, espacial, musical, interpessoal, e intrapessoal (Gardner, 1991). O conceito de inteligências múltiplas tem fornecido a fundação para muito do desenvolvimento curricular atual (Armstrong, como citado em Soares, 1998) em salas de aula. As vantagens dessa abordagem incluem o seguinte:
· mais oportunidades para desenvolver as qualidades dos alunos e conseguir domínio do conteúdo;
· mais tempo para conectar as áreas de conteúdo; e
· mais provisão para melhorar a avaliação.
A teoria de Gardner teve um efeito catalizador na educação. Por exemplo, na educação geral houve um impulso para a valorização da diversidade cultural, e a lente das múltiplas inteligências foi uma outra maneira de validar a idéia de que a inteligência é uma idéia construída culturalmente (Gardner & Avery, 1998). O trabalho de Gardner tem também apoiado outras direções importantes na prática educacional relacionada à criatividade. Ao enfatizar a importância do campo no reconhecimento da realização criativa, ele está endossando o valor das aplicações de fundo realista que são submetidas à opinião de experts. As idéias de Gardner tem também dado ímpeto adicional ao favorecimento de hábitos mentais e da importância da motivação intrínseca (Gardner & Avery, 1998).
Referências
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