EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO
A DÉCADA DO CEREBRO E A SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
                                                              Prof Gilberto Teixeira (Prof  Doutor)
 
        Você já notou que, à medida que envelhecemos, perdemos a memória dos fatos recentes e aumentamos a memória do que aconteceu na infância ou na adolescência? Pois saiba que novas pesquisas sobre o cérebro estão desvendando as causas deste fenômeno. Com o envelhecimento a memória muda suas formas de seleção dos dados armazenados no cérebro. Ele atua como uma "limpeza de arquivos", feita de forma inconsciente.
        Os cientistas descobriram que a memória é uma das atividades mais complexas da mente. A prova disto é que ela não se situa apenas num ponto do cérebro por que depende das conexões entre os neurônios.
        Há duas linhas de pesquisa que estão sendo estimuladas por milhões de dólares desde que o Congresso Americano declarou os anos 90 como a Década do Cérebro. A primeira estuda a memória como a capacidade de multiplicar as sinapses (conexões neuroniais). Segundo a teoria das sinapses, quando a pessoa tem uma impressão sensorial - como a visão de um rosto que acabou de conhecer - forma imediatamente novas conexões entre as células do cérebro ou amplia conexões já existentes. E toda vez que se recorda daquele rosto, estímulos nervosos refazem tais conexões, percorrendo o caminho criado quando aquela visão foi captada pela primeira vez.
        A outra linha pesquisa o funcionamento bioquímico do cérebro. Os cientistas descobriram que, quando a memória se ativa, o cérebro sintetiza substâncias que podem se tornar fonte de novos remédios para a memória. E que, com uma dieta rica em glicose, podemos fornecer ao cérebro o combustível essencial para o seu funcionamento.
        A memória em ação foi fotografada pela primeira vez em 1991, por neurocientistas do Veterans Affairs Medical Center, em San Diego, com o aparelho de tomografia de emissão de pósitron (PET). Eles mostram que a memória não tem uma localização única, ao contrário do que se pensava antes: ela passa primeiro pelo hipocampo e é depois redirecionada a outros pontos do cérebro, estando intimamente ligada à percepção visual e à região responsável por esta, o córtex pré-frontal. Isso explicaria porque as pessoas cujo hipocampo foi afetado por acidentes ou doenças ficam com amnésia, esquecendo quem são elas próprias, mas não as palavras da língua materna, armazenadas no lobo frontal.
        Mesmo no caso de doenças neurológicas da velhice, em que a memória se perde junto com parte das bilhões de conexões entre os neurônios, a década do Cérebro traz esperanças. Pode estar próximo o dia em que será viável curar doenças neurológicas típicas do envelhecimento, como o mal de Alzheimer, que afeta o sistema nervoso e destroi a memória. O mal de Alzheimer atinge cerca de 50% das pessoas acima de 85 anos de idade.
        ASPECTOS DA MEMÓRIA
        A memória é, sem sombra de dúvida, a mais notável de todas as nossas funções mentais.
        Você seria capaz de pensar em alguma atividade do ser humano em que ele não utilize a memória ?
        A resposta é que não existe nada que possa ser feito sem a memória. Até mesmo enquanto dormimos a memória atua no que sonhamos. E nas funções orgânicas inconscientes como a respiração, o piscar de olhos, a sensação de fome e sede, que dependem da memória biológica ligada ao instinto de sobrevivência.
        Se não fosse a memória o aprendizado do ser humano seria nulo. Não existiria o sábio que acumula a experiência da vida. Cada momento vivido desapareceria da mente logo após ter acontecido.
        As nossas lembranças são formadas a partir de impressões sensoriais - imagens, sons, cheiros, gostos, percepções táteis de superfície, volume e temperatura - e associações de raciocínio, que registram semelhanças e diferenças entre as impressões sensoriais.
        A memória é a fonte de comunicação entre o mundo externo e o interno. Mas o uso incorreto da memorização pelo sistema educacional é ainda hoje fonte de muitos equívocos. Um trauma que faz com que alguns adultos considerem a memória um conceito "antiquado".
        IMPORTÂNCIA DA LEITURA
        A despeito de toda a tecnologia que envolve o mundo de hoje, às portas do terceiro milênio, a leitura ainda é o processo mais simples e eficiente de se adquirir conhecimento e informação.
        A leitura amplia e integra os conhecimentos, abrindo cada vez mais os horizontes do saber. Alarga a consciência pelo contato com formas e ângulos diferentes sob os quais o mesmo problema é tratado. Quem lê constrói sua própria ciência; quem não lê memoriza elementos de um todo que não se atingiu.
        VELOCIDADE NA LEITURA
        Ao contrário do que se pode pensar a leitura veloz não prejudica a compreensão. Não existe padrão de velocidade de leitura. Não se lê com a mesma velocidade textos de gêneros diferentes. Cada leitor deve encontrar a velocidade adequada para cada texto ao nível de compreensão satisfatório.
 
 
 
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        ESTUDO DO TEXTO
        Não basta simplesmente ir às aulas para se ter pleno êxito nos estudos. É preciso ler e, principalmente, ler bem. Quem lê sabe resumir, tomar apontamentos, enfim, sabe estudar.
        Todo tipo de texto deve receber uma pré-leitura para se avaliado. Se o texto merece um estudo mais pormenorizado pode o leitor se valer de algumas técnicas. Uma delas é a arte de sublinhar, evitando sublinhar na primeira leitura, sublinhando somente as idéias principais ou usando a margem para destacar trechos importantes. Outra técnica é o uso da idéia-mestra, que constitui a idéia principal de um período, parágrafo ou até mesmo capítulo. A idéia-mestra sintetiza o assunto em uma ou poucas palavras, ajuda a resumir e a se memorizar o texto.
 

Data de publicação no site: 06/09/2010


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